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Oito Segundos para o Arrependimento do CEO romance Capítulo 86

Alana vestia um terno bege claro e seus longos cabelos estavam presos casualmente em um rabo de cavalo baixo. Seu rosto oval estava sem maquiagem, e uma marca nos lábios aumentava seu charme de forma involuntária.

Ao se aproximar dele, ela parou de repente, virou-se e pegou uma toalha branca:

— Nevou muito hoje. A previsão indica uma nevasca esta noite.

Ela ficou na ponta dos pés e tirou os flocos de neve da cabeça dele, esticando os braços bem longe, levantando levemente a blusa e revelando sua cintura clara e esbelta.

Aquele toque de pele caiu nos olhos profundos de Daniel.

Ele continuava de pé, ereto, observando-a se esforçar ao redor dele, ocupando-se com várias tarefas.

Depois de limpar a neve da cabeça e dos ombros, os braços de Alana ficaram um pouco doloridos. Mas ela não se importou — deixou a toalha de lado por um momento e começou a ajudá-lo a tirar o casaco.

Daniel permaneceu imóvel, com os braços ligeiramente estendidos, permitindo que ela o rodeasse. Depois de pendurar o casaco, Alana pegou a toalha novamente e a colocou de volta no lugar.

Ao levar a última sopa à mesa, a tia tirou o avental e disse:

— Jovem , comprei alguns legumes extras quando vim hoje. As estradas estão difíceis por causa da neve, então não poderei vir amanhã.

— Você pode ficar aqui esta noite. — Daniel observou o tempo lá fora — a neve caía intensamente.

— Com esse tempo, vocês dois não poderão ir trabalhar amanhã. Não vou ficar incomodando.

Enquanto falava, a tia sorriu com cumplicidade e olhou na direção em que Alana havia ido.

Aquele olhar despertou um sentimento de escárnio no coração de Daniel. Era isso que Alana queria dizer? Havia sido ela quem pediu para contratar a tia — e agora era ela quem queria passar um tempo a sós com ele, dizendo à tia para não vir amanhã. Ele sempre conseguia decifrar seus pensamentos mais sutis.

Alana largou a toalha e de repente percebeu que algo estava errado.

— Senhora, terei que incomodá-la para retirar a mesa daqui a pouco. Já vou me retirando.

A tia vestiu o casaco e se preparou para sair.

Alana a acompanhou até a porta. Assim que se abriu, um vento gélido e cortante entrou, penetrando suas roupas finas.

— Tia, a estrada está difícil agora. Por que você não fica esta noite?

Mas a tia insistiu:

— O carro está esperando lá fora. O motorista dirige com muita segurança, pode ficar tranquila.

Ao sair, a tia deu um tapinha na mão de Alana enquanto se virava para fechar a porta:

— Tenho preparado jantares nutritivos para vocês nos últimos dias. Vocês trabalharam bastante, mas a senhora está ansiosa. Por favor, tenham um pouco mais de paciência.

Ela estava se referindo ao corte nos lábios de Alana e às marcas irregulares no pescoço. A batalha não havia sido apenas intensa — havia sido absolutamente brutal.

Alana percebeu o que estava acontecendo e levou imediatamente a mão ao pescoço para cobri-lo. Havia escolhido a roupa mais conservadora que tinha em casa, mas não adiantara nada.

— Tia...

Eu realmente quero dizer: não adicione mais nada. A saúde de Daniel está realmente ótima demais.

Mas a tia não lhe deu chance de falar:

— Está frio, volte para dentro depressa. O jovem ainda está esperando. Já vou indo.

Os lábios de Alana se entreabriram enquanto observava a tia se virar e sair apressadamente. Ela não pôde evitar respirar fundo.

Havia pensado que a avó havia se esquecido daquilo. Para surpresa de todos, a tia estava preparando o jantar seguindo uma dieta nutritiva.

Ela fechou a porta e voltou para dentro, exatamente no momento em que Daniel descia as escadas. O homem havia trocado de roupa e vestia um pijama completamente branco, e sua aura de frieza havia diminuído um pouco. Foi direto para a mesa de jantar e se sentou.

Alana o seguiu de perto, sentou-se ao lado dele e perguntou:

— Você vai para a empresa amanhã?

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