— Vou ligar para ela agora, vamos encontrar o médico que atende o irmão dela—
Eduardo pegou o celular, mas antes que pudesse acionar a tela, o médico o impediu:
— Os médicos já foram todos para casa. O nome dele não é o mesmo que Alana mencionou? Vou dar uma olhada no prontuário amanhã e entrarei em contato imediatamente se houver alguma novidade.
— Certo. — Eduardo guardou o celular. — Então não vou te incomodar mais. Até logo.
Após dizer isso, saiu às pressas, com a intenção de contar imediatamente a Alana a boa notícia.
Ele a seguiu até a entrada do hospital e, por acaso, viu Alana acenando para um carro na rua. À sua direita, um Maybach se destacava visivelmente, e uma figura alta podia ser vagamente vista sentada dentro dele.
Eduardo recuou o pé após dar um passo à frente.
Como alguém que entendia o mundo dos negócios, ele compreendia Daniel. Sem querer causar problemas a Alana, virou-se e caminhou em direção ao estacionamento.
.....
Era difícil parar um táxi perto do hospital, então Alana pegou o celular para chamar um serviço por aplicativo ao sair. Era a hora de pico, e estava difícil conseguir um carro, então tentou parar um na rua enquanto esperava.
Só se deu conta quando o Maybach do outro lado da rua entrou no trânsito e fez a curva para ficar ao lado dela.
Daniel não havia ido embora.
Com o vidro meio aberto, ele fez um gesto para que ela entrasse.
Alana olhou surpresa, com a boca ligeiramente entreaberta, e sua respiração fez os lábios parecerem ainda mais corados.
— Entre no carro. — Daniel franziu a testa ao vê-la parada ali com uma expressão vazia.
Ela abriu a porta e entrou, colocando o cinto enquanto o avaliava discretamente.
Daniel não percebeu o comportamento incomum dela e saiu do local.
No caminho, Alana perguntou timidamente:
— Você não está contra a família do Eduardo entrar no ramo imobiliário por minha causa, está?
— O quê? — retrucou Daniel. — Você quer interceder por ele?
— Não. — Alana balançou a cabeça apressadamente. — Só não quero me sentir culpada.
Por mais próxima que fosse de Eduardo, ela jamais interferiria nos negócios dele. O sucesso da família de Eduardo dependia das habilidades deles. Tudo o que ela precisava era garantir que não havia tido nenhum impacto na situação.
Daniel deu uma risadinha, sem saber ao certo se estava rindo dela por se levar muito a sério ou de sua ingenuidade:
— Devolverei todas as suas despesas quando você se demitir. Pense seriamente nisso.
Alana virou-se para olhar pela janela. Os prédios que passavam rapidamente não eram nada comparados à turbulência em seu coração.
Havia recebido apenas metade do valor necessário para as despesas , e mesmo assim gastara para pagar as despesas do irmão. Só restavam algumas economias na conta. Vamos com calma — ela acabaria encontrando uma saída.
Ela levou a mão ao rosto, virou-se e sorriu para ele:
— O que você quer comer hoje à noite? Eu preparo.
Daniel olhou para ela de soslaio.
Por algum motivo, ela tinha uma expressão tensa e ele estava descontente. Apesar do sorriso, o humor dele não melhorou. É dinheiro — muda tudo assim que recebe.
Ele respondeu casualmente:
— Tanto faz.
.....
Quando os dois voltaram para casa, a tia já havia começado a preparar o jantar.
Alana trocou de roupa e foi para a cozinha ajudar.
— Senhora, notei que a comida na geladeira não foi muito consumida. A senhora pulou alguma refeição ontem?
— Dormi demais e não almocei — disse Alana sinceramente.
— Já está frio, não podemos pular refeições. Só quando estivermos satisfeitos e aquecidos é que o senhor terá energia para trabalhar.

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