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Oito Segundos para o Arrependimento do CEO romance Capítulo 98

— Alana? — Daniel disse sem querer. — Impossível.

Casado há dois anos, ele conhecia Alana melhor do que ninguém. Ela era muito tímida.

Incêndio criminoso, queimar uma casa com pessoas dentro — isso definitivamente não era algo que ela faria.

E além de tudo, Alana não tinha nenhum motivo pra fazer aquilo.

— A câmera da sala de estar foi queimada, mas a do quintal ficou intacta. Com certeza foi ela — veio aqui, pegou a chave, abriu a porta e entrou. O fogo começou no térreo e se alastrou pro segundo andar. Ela deve ter entendido algo errado.

O nariz da outra estava completamente entupido de frio, os olhos marejados.

Ela se sentiu injustiçada, mas não ficou nisso, dizendo:

— Estou bem, não me machuquei. O problema é que vários contratos que assinamos esses dias estavam no escritório — e foram todos queimados. Se os parceiros não cooperarem pra renegociar, vamos perder mais de um bilhão...

O rosto de Daniel estava tão fechado que parecia escurecer ainda mais. Ele não tinha tempo pra se preocupar com o mal-entendido de Alana que a levou a fazer aquela confusão.

A mente dele estava tomada pelos contratos.

Com a voz cada vez mais fraca, a outra cambaleou enquanto falava:

— Daniel...

O cobertor fino escorregou do corpo dela e ela caiu no chão com um baque surdo.

Daniel se abaixou, puxou ela do chão, a carregou pro carro e levou pro hospital.

O médico fez um exame rápido e diagnosticou, em menos de dez minutos, que ela tinha desmaiado de frio.

Ao saber que ela tinha passado várias horas de pijama fino em temperatura abaixo de zero, o médico considerou um milagre ela não ter morrido congelada.

Depois de tudo resolvido, ela foi transferida pra uma enfermaria comum — e já era dia claro.

Daniel tirou um cigarro do bolso, caminhou até o final do corredor pra fumar — e se deparou com o som de alguém atendendo uma ligação no corredor.

Era Alana.

Edgar tinha sido transferido pra um quarto comum. Ela tinha ficado ao lado dele a noite toda, com o rosto cansado e a voz fraca.

O amigo de Alana sabia que Daniel estava no hospital — então não apareceu.

Mas no fim, não conseguiu evitar a preocupação e ligou pra Alana.

Seja por exaustão física ou mental, ela não conseguia reprimir os sentimentos contraditórios de ressentimento e raiva que a consumiam.

Ela contou tudo o que tinha acontecido na noite anterior.

.....

— Você incendiou o lugar? Você se machucou? Onde você tá agora?

Três perguntas seguidas — o nervosismo dele era impossível de esconder.

Mas Alana não estava pensando nisso naquele momento. Ela respirou fundo, a voz abafada:

— Não me machuquei. Ainda tô no hospital. Saio quando o Edgar acordar.

Ele não conseguiu deixar de perguntar:

— E o Daniel, onde tá?

Alana balançou a cabeça — e só percebeu depois que ele não podia vê-la.

— Vou procurá-lo depois de imprimir os papéis do divórcio.

— Pensa bem antes de agir. Tem certeza de que não vai se arrepender?

Pelo telefone, a tristeza que emanava de Alana bateu direto nele.

Alana reagiu com tanta intensidade porque se importava.

Não era só com o irmão — ela também se importava com Daniel.

— Sem arrep...

As três palavras ficaram presas na garganta de Alana. Ela abriu a boca várias vezes — e não conseguiu dizê-las.

Depois de um silêncio longo demais, ele entendeu o que estava acontecendo.

— Já que você vai se arrepender de qualquer jeito, então...

— Não me arrependo. Definitivamente vou me divorciar dele!

Alana o interrompeu, firme e resoluta.

Mais do que uma promessa a ele — era uma promessa a si mesma.

— Se acalma primeiro. Vou resolver sua licença na empresa. Me liga quando puder voltar.

Ele ainda queria que ela ficasse calma.

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