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Ômega renascida: Vingue-se como uma Alfa romance Capítulo 11

Ponto de Vista de Jax

“Esqueci de ativar o alarme esta noite. O cofre dos meus avós tem coisas muito valiosas. Tenho receio de que alguém tente invadir.”

Foi assim que Aubrey explicou, com aquele tom calmo que ela usava quando não queria parecer vulnerável. Minha parceira, porém, pareceu imediatamente preocupada e pediu para o motorista acelerar.

Observei-a de soslaio. Aquela preocupação parecia exagerada. Mesmo quando algo sério acontecia com a Aubrey, ela nunca reagia assim.

Enquanto o carro percorria a estrada úmida, o silêncio dominou o interior. Só o barulho das gotas de chuva contra o vidro preenchia o ar.

Pela primeira vez, comecei a olhar para a mulher ao meu lado de forma diferente. Na penumbra, a expressão dela — rígida, impaciente — parecia cruel.

Será que eu a conhecia de verdade?

Sempre achei que éramos uma família estável, harmoniosa. Mas e se tudo não passava de fachada?

As palavras de Aubrey ecoavam na minha cabeça. Na festa do Alfa, Bailey realmente a havia provocado o tempo todo. E minha parceira — a mulher que deveria manter a paz — não apenas ficou quieta, como reforçou as provocações.

Pensando nisso agora, uma sensação amarga me subiu à garganta.

Se Aubrey não tivesse reagido como reagiu, todos teriam acreditado que ela traiu o Alfa. E, pela fúria dos guerreiros, ela teria sido despedaçada ali mesmo.

No fim das contas, ela só lutou para sobreviver.

Talvez... talvez eu realmente tenha sido injusto com ela.

Ponto de Vista da Aubrey

A chuva diminuíra, transformando-se num chuvisco constante. O som ritmado das gotas contra o teto do carro era quase hipnótico.

Respirei fundo. O barulho suave me acalmava. Há quanto tempo eu não ouvia o som da chuva com tranquilidade?

“Chegamos, senhorita.”

A voz de Draco me despertou dos pensamentos.

Bailey foi a primeira a falar:

“Aubrey, mesmo com o sistema de segurança, este lugar é isolado. Por que não leva as coisas dos avós com a gente? É mais seguro.”

Aurelia logo aproveitou a deixa, com aquele tom venenoso que disfarçava como preocupação.

“Você vive dizendo que somos família, mas guarda esse tesouro como se fosse segredo. Está protegendo de quem, afinal?”

Meu pai, para minha surpresa, concordou:

“Sua mãe tem razão. Traga tudo. A casa principal é muito mais segura.”

Segura?

Baixei o olhar para esconder o sorriso sarcástico.

Na minha vida passada, nessa mesma noite, Bailey arruinou completamente minha reputação. Os guerreiros enlouqueceram e tentaram me matar.

Foi Adelyn quem me salvou e me levou para casa. Mas, quando cheguei lá, fui trancada no porão.

E naquela mesma noite, Bailey roubou o brinco — a chave do cofre dos meus avós — e levou tudo.

Não bastava pegar as joias e heranças. Ela levou também minhas anotações, pesquisas e fórmulas. Anos de trabalho, todos assinados com o nome dela.

E eu, ingênua, ainda acreditei quando disseram que era melhor “não arrastar a família para o escândalo”.

Naquela época, eu ainda não sabia que ela mandara os lobos me atacar.

Mas agora eu sabia. E essa noite... não terminaria da mesma forma.

Engoli a raiva e respondi suavemente:

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