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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4196

Valdeci disse: — Sem problemas. A gente vai até onde der.

O cocheiro concordou. — Feito!

A carruagem seguiu apressadamente rumo ao destino. Sentado lá dentro, Valdeci puxou a cortina para observar o clima.

Depois de um tempo, ele franziu a testa e comentou:

— Tem grandes chances de chover hoje à noite.

Fausta perguntou: — Se chover, ainda dá pra voar?

Valdeci respondeu: — Voar na chuva com certeza tem riscos, mas não quer dizer que não dê. Vai depender da situação. Se for muito forte, talvez não.

Fausta apertou os lábios. Valdeci acrescentou:

— Eu concordei em te ajudar a fazer o que você quer, mas não vou brincar com a sua vida.

Fausta assentiu.

— Eu sei. Também não quero te colocar em perigo. Vamos ver como tá o avião primeiro. Se ele não estiver quebrado, a gente espera o tempo melhorar pra decolar. Se já estiver com problemas, mudamos a rota pra Cidade L imediatamente.

Valdeci concordou. — Combinado.

A carruagem seguia velozmente em direção à montanha nos fundos. Quanto mais saíam do centro, mais escuro ficava o caminho.

Apesar da Cidade M ter horários trocados, os mercados agitados ficavam no centro. Nos subúrbios as casas eram raras. Onde não havia moradores, também não havia muita luz. Dava para enxergar pontos iluminados a grandes distâncias.

Como a estrada era ruim, a carruagem foi perdendo a velocidade.

De repente, duas pessoas pularam de uma trilha lateral e começaram a correr carregando alguma coisa.

Uma mulher veio logo atrás, chorando e gritando:

— Devolvam meu filho! Socorro, alguém me ajuda! Buááá...

Os dois homens xingaram ao verem o desespero dela:

— Droga, ele acordou! Dá um jeito nela, não deixa ninguém ver!

Um deles continuou correndo com a criança, enquanto o outro se virou, parecendo disposto a matar a mulher.

O olhar de Fausta ficou severo. Sem nem avisar a Valdeci, agiu em frações de segundo.

Uma agulha de prata cravou com precisão num ponto vital do agressor. O homem caiu de joelhos com um baque e berrou: — Ah!

Vendo a cena, o outro parou e olhou para trás.

Só então notou a carruagem encostada na via.

Ao ver Valdeci descer, tentou fugir correndo com a criança nos braços.

Valdeci avançou e o derrubou em um piscar de olhos!

A mãe congelou por um segundo, mas correu até ele e puxou a criança dos braços dele.

— Meu filho, meu bebezinho, buááá...

A carruagem parou por completo. Fausta desceu, se aproximou e perguntou: — O que aconteceu?

A mulher olhou para Fausta, depois para Valdeci.

— São uns canalhas! Iam roubar meu filho pra fazer testes! Ainda bem que vocês nos salvaram, senão ele viraria rato de laboratório. Buááá...

Enquanto chorava, a mulher se ajoelhou. — Obrigada por nos salvar, muito obrigada!

Fausta a ajudou a levantar rapidamente e se preparou para checar o pulso do garoto.

No entanto, a mulher deu alguns passos para trás abraçada ao filho.

— O que... o que você quer fazer?

Fausta tranquilizou: — Calma, só quero verificar o pulso dele pra ver se tá tudo bem. Ele tá desmaiado?

Hugo olhou para Valdeci e Fausta.

— Quem são vocês?

Valdeci resumiu: — Apenas estávamos passando.

Hugo estreitou os olhos. — Vocês não são daqui.

Valdeci não confirmou, mas também não negou. Ele avaliou as redondezas e advertiu:

— Essa área não é muito segura. Se der, mudem pra um lugar mais habitado.

Hugo franziu a testa.

— A nossa família vive aqui há gerações. Além do mais, a cidade é só pra ricaço. A gente não tem como ir pra lá.

Valdeci retrucou: — Então é bom redobrarem a atenção. Esses caras são sequestradores. Como estão machucados, não vão longe. Sugiro chamar a polícia.

Dito isso, olhou para Fausta: — Vamos.

Fausta assentiu e falou com a mulher:

— Não se preocupe. O pulso dele não mostrou nada grave. Um chazinho de gengibre pra aquecer quando chegar em casa deve bastar.

A mulher acenou repetidas vezes. — Uhum, muito obrigada.

O tom de Fausta era calmo. — De nada.

Quando ela se virou para sair, Hugo os chamou:

— Estão indo pro sul?

Fausta assentiu. — Uhum.

Hugo sugeriu: — É melhor não irem. A ponte tá debaixo d'água, carruagem nenhuma passa. Acabei de voltar de lá.

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