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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4281

Daniel o encarou e assentiu com toda certeza:

— Você não escutou errado, eu não tô mentindo. Eu realmente sou imune a esses vírus.

Carlos:

— ...

Essa possibilidade ele realmente nunca tinha cogitado!

Ele passou por várias teorias sobre o Daniel.

Achou que o Daniel, igual aos pais dele, tinha dado sumiço em alguma coisa muito valiosa para aquela galera.

Achou que o Daniel estivesse por dentro dos esquemas principais dos caras e eles quisessem apagá-lo de vez.

Ele tinha pensado num monte de coisas, mas nunca, de jeito nenhum, passou pela cabeça dele algo assim!

Daniel continuou:

— Se os caras não tivessem ido atrás de mim por conta própria, eu nunca ia saber dessas coisas.

Carlos perguntou:

— Já que eles nunca encontraram a sua mãe no passado, como foi que te acharam?

Daniel respondeu:

— Venda de sangue. Eles descobriram por essa linha.

Carlos estranhou:

— Vendendo sangue?

Daniel confirmou:

— Na nossa época isso não era raridade. Num fim de mundo sem renda nenhuma, a colheita dependia de São Pedro. Dava uma seca brava ou chuva demais, e a plantação ia pro ralo. Então muita gente ia vender sangue pra conseguir dinheiro e não morrer de fome.

Carlos apertou as sobrancelhas:

— E depois?

Daniel continuou a história:

— Como foi que me acharam no meio daquele monte de bolsas de sangue, eu não sei. Quando me encontraram, não me machucaram. Primeiro me levaram na conversa pra me atrair.

— Na época, foram super gentis. Me levaram pra um dos Complexos de Pesquisa das Sombras e me serviram um banquete.

— Não é exagero, eram comidas que eu nunca tinha provado na vida, pra não dizer que nunca nem tinha visto.

— Até hoje, lembro de mim comendo como um esfomeado, enquanto os desgraçados riam segurando o sorriso.

Daniel assentiu:

— Sim. Quando ele nasceu, eu ainda não tinha ido pra muito longe.

— Quando eu fugi da base, a primeira reação foi ir pra casa.

— Mas a fronteira era bagunçada, tinha muito contrabando. Pra me manter vivo, eu não ousava ficar em casa. Eu sabia que eles iam achar meu endereço e bater lá!

— Então juntei com uns contrabandistas da região e fiquei por ali uns anos. O Zélio já existia e eu ainda tava por perto.

— Eu sabia que eles viviam vigiando a minha casa, e sabia que a mãe do Zélio muito provavelmente era uma espiã plantada por eles!

— Pensa bem: meu pai não tinha nada, era pobre, velho, feio, bebia e batia em mulher. O que a mãe do Zélio ia querer com ele? Ela casou com meu pai, e todo mundo achou que era sorte, mas eu sabia que tinha coisa errada!

— Por isso eu nunca ia em casa. Eu gostava do meu irmãozinho, mas não fui na festa de um mês nem no aniversário de um ano dele. Quando eu encontrava o Zélio, era sempre escondido.

— Mas, infelizmente, por mais cuidado que eu tomasse, acabei sendo descoberto. O Zélio era só uma criança, e a mãe dele percebeu algo.

— Quase fui pego, mas dei sorte e consegui escapar com vida.

— Como a região de casa não era mais segura, comecei a fugir pra outros lugares. Quase morri várias vezes no caminho, mas por sorte cheguei na Cidade M.

Carlos perguntou:

— O foco que deram no Zélio, era só pra pegar você?

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