Daniel o encarou e assentiu com toda certeza:
— Você não escutou errado, eu não tô mentindo. Eu realmente sou imune a esses vírus.
Carlos:
— ...
Essa possibilidade ele realmente nunca tinha cogitado!
Ele passou por várias teorias sobre o Daniel.
Achou que o Daniel, igual aos pais dele, tinha dado sumiço em alguma coisa muito valiosa para aquela galera.
Achou que o Daniel estivesse por dentro dos esquemas principais dos caras e eles quisessem apagá-lo de vez.
Ele tinha pensado num monte de coisas, mas nunca, de jeito nenhum, passou pela cabeça dele algo assim!
Daniel continuou:
— Se os caras não tivessem ido atrás de mim por conta própria, eu nunca ia saber dessas coisas.
Carlos perguntou:
— Já que eles nunca encontraram a sua mãe no passado, como foi que te acharam?
Daniel respondeu:
— Venda de sangue. Eles descobriram por essa linha.
Carlos estranhou:
— Vendendo sangue?
Daniel confirmou:
— Na nossa época isso não era raridade. Num fim de mundo sem renda nenhuma, a colheita dependia de São Pedro. Dava uma seca brava ou chuva demais, e a plantação ia pro ralo. Então muita gente ia vender sangue pra conseguir dinheiro e não morrer de fome.
Carlos apertou as sobrancelhas:
— E depois?
Daniel continuou a história:
— Como foi que me acharam no meio daquele monte de bolsas de sangue, eu não sei. Quando me encontraram, não me machucaram. Primeiro me levaram na conversa pra me atrair.
— Na época, foram super gentis. Me levaram pra um dos Complexos de Pesquisa das Sombras e me serviram um banquete.
— Não é exagero, eram comidas que eu nunca tinha provado na vida, pra não dizer que nunca nem tinha visto.
— Até hoje, lembro de mim comendo como um esfomeado, enquanto os desgraçados riam segurando o sorriso.
Daniel assentiu:
— Sim. Quando ele nasceu, eu ainda não tinha ido pra muito longe.
— Quando eu fugi da base, a primeira reação foi ir pra casa.
— Mas a fronteira era bagunçada, tinha muito contrabando. Pra me manter vivo, eu não ousava ficar em casa. Eu sabia que eles iam achar meu endereço e bater lá!
— Então juntei com uns contrabandistas da região e fiquei por ali uns anos. O Zélio já existia e eu ainda tava por perto.
— Eu sabia que eles viviam vigiando a minha casa, e sabia que a mãe do Zélio muito provavelmente era uma espiã plantada por eles!
— Pensa bem: meu pai não tinha nada, era pobre, velho, feio, bebia e batia em mulher. O que a mãe do Zélio ia querer com ele? Ela casou com meu pai, e todo mundo achou que era sorte, mas eu sabia que tinha coisa errada!
— Por isso eu nunca ia em casa. Eu gostava do meu irmãozinho, mas não fui na festa de um mês nem no aniversário de um ano dele. Quando eu encontrava o Zélio, era sempre escondido.
— Mas, infelizmente, por mais cuidado que eu tomasse, acabei sendo descoberto. O Zélio era só uma criança, e a mãe dele percebeu algo.
— Quase fui pego, mas dei sorte e consegui escapar com vida.
— Como a região de casa não era mais segura, comecei a fugir pra outros lugares. Quase morri várias vezes no caminho, mas por sorte cheguei na Cidade M.
Carlos perguntou:
— O foco que deram no Zélio, era só pra pegar você?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
A narrativa esta cansativa, toda hora surgem novos personagens mais a estória nao tem evolução e sempre o mesmo e só voltas e voltas sem desenvolvimento uma pena e um enredo interessante mas esta cansativa e longo demais...
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...