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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4280

Daniel explicou:

— Nos casos mais leves, a pessoa sofre com a dor das toxinas pro resto da vida; nos piores, pode morrer. Mas isso muda muito de pessoa pra pessoa, é difícil prever.

Carlos com tom sério:

— Você avisou pra ele que não levava jeito pra coisa?

Daniel assentiu:

— Avisei sim. Ele sabia muito bem do risco que corria, mas teimou, queria aprender de qualquer jeito.

Carlos franziu mais a testa:

— Por que essa insistência toda?

Daniel balançou a cabeça:

— Eu também perguntei, mas ele não disse nada. Usou a Zilda pra me forçar, não tive escolha a não ser ensinar.

Carlos franziu a testa:

— O que você acha que foi?

Daniel respondeu:

— Eu aposto que ele tava precisando usar as artes venenosas pra consertar alguma coisa. Algo que só esse misticismo podia resolver.

Carlos questionou:

— Que tipo de problema só esse misticismo pode resolver?

Daniel disse:

— Sei lá, tipo envenenamento. Uma praga que o antídoto normal não dá conta, aí o jeito é apelar pra veneno contra veneno.

Carlos perguntou:

— O Tito foi envenenado por alguma sombra?

Daniel balançou a cabeça:

— Não. Eu até examinei ele. A saúde tava de ferro, não tinha nenhum sinal de praga no corpo.

— Se quiser ir a fundo, pode tentar caçar pelo círculo de conhecidos dele. Vai ver foi alguém que ele se importa que se ferrou com a praga.

— Só que aí entra outro mistério. Se ele era como um irmão pra você, com certeza sabia sobre a Fausta. Se o problema fosse com um amigo dele, era só ter vindo te pedir ajuda, ele não precisava se meter nessa.

Carlos ficou com o semblante fechado, pensativo.

Daniel continuou:

— Não tô por dentro dessa relação entre vocês. O que quer que me pergunte sobre isso, eu não vou saber.

Carlos fez uma pausa e seguiu em frente:

— Me conta sobre o passado.

— Como você encontrou esse pessoal? E o que levou deles pra estarem caçando você até hoje?

— E o Zélio? Por que bateram nele? Por sua causa? E o tio Helder, será que o caso do Zélio tem alguma ligação com ele?

Daniel franziu a testa, ficou mudo por um tempão e soltou um suspiro:

— É história longa. Tudo começa com a minha mãe.

Carlos interrompeu:

— Que mãe?

Daniel explicou:

— A minha mãe biológica, a loira de olhos azuis, nariz arrebitado e gringa. Você deve ter vasculhado o passado meu e do Zélio. A gente é meio-irmão, do mesmo pai. Tô falando da minha mãe de sangue, aquela que meu pai deixou trancada no casebre na montanha.

Carlos questionou:

Carlos:

— ...

Daniel olhou firme pra ele e repetiu:

— Como eu ia dizendo: minha mãe era a própria cura. Esses vírus todos não surtiam efeito nenhum no corpo dela.

Carlos fechou os olhos pra processar aquilo tudo e finalmente perguntou:

— Então, a sua mãe era imune à Cepa G-8? Espera, não era a 8. Ela é muito mais velha que a minha, e naquela época a 8 ainda nem existia.

Daniel assentiu:

— É, a 8 com certeza não. Podia ser a 7 ou algo no meio.

— Pensa comigo: os caras deram um duro danado pra criar o veneno e aí descobre que tem gente que é imune. Se usassem amostras dela pra fazer antídoto, todo o plano iria pro ralo. Claro que eles ficaram desesperados.

— Trocando em miúdos: a minha mãe era uma grande pedra no sapato deles!

— O objetivo deles era controlar minha mãe, pra garantir que o antídoto não acabasse em mãos erradas.

— E eles também queriam uma cura pra si mesmos. Eles precisavam controlar os outros com o veneno, e pra isso precisavam ter a cura na manga pra manter todo mundo sob controle.

— Quando foram atrás da minha mãe, era pra colher amostras e fazer antídotos. Com isso, eles também previam uma nova leva de venenos ainda piores e procuravam eliminar o motivo que a tornava imune, reduzindo qualquer dor de cabeça no futuro.

Carlos, com as sobrancelhas franzidas, perguntou:

— Como você ficou sabendo disso tudo?

Daniel soltou um suspiro, o tom de voz bem tranquilo:

— Porque eu puxei pro corpo da minha mãe. Assim como ela, os vírus também não surtem efeito nenhum no meu corpo.

Carlos, boquiaberto:

— ?!

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