Daniel explicou:
— Nos casos mais leves, a pessoa sofre com a dor das toxinas pro resto da vida; nos piores, pode morrer. Mas isso muda muito de pessoa pra pessoa, é difícil prever.
Carlos com tom sério:
— Você avisou pra ele que não levava jeito pra coisa?
Daniel assentiu:
— Avisei sim. Ele sabia muito bem do risco que corria, mas teimou, queria aprender de qualquer jeito.
Carlos franziu mais a testa:
— Por que essa insistência toda?
Daniel balançou a cabeça:
— Eu também perguntei, mas ele não disse nada. Usou a Zilda pra me forçar, não tive escolha a não ser ensinar.
Carlos franziu a testa:
— O que você acha que foi?
Daniel respondeu:
— Eu aposto que ele tava precisando usar as artes venenosas pra consertar alguma coisa. Algo que só esse misticismo podia resolver.
Carlos questionou:
— Que tipo de problema só esse misticismo pode resolver?
Daniel disse:
— Sei lá, tipo envenenamento. Uma praga que o antídoto normal não dá conta, aí o jeito é apelar pra veneno contra veneno.
Carlos perguntou:
— O Tito foi envenenado por alguma sombra?
Daniel balançou a cabeça:
— Não. Eu até examinei ele. A saúde tava de ferro, não tinha nenhum sinal de praga no corpo.
— Se quiser ir a fundo, pode tentar caçar pelo círculo de conhecidos dele. Vai ver foi alguém que ele se importa que se ferrou com a praga.
— Só que aí entra outro mistério. Se ele era como um irmão pra você, com certeza sabia sobre a Fausta. Se o problema fosse com um amigo dele, era só ter vindo te pedir ajuda, ele não precisava se meter nessa.
Carlos ficou com o semblante fechado, pensativo.
Daniel continuou:
— Não tô por dentro dessa relação entre vocês. O que quer que me pergunte sobre isso, eu não vou saber.
Carlos fez uma pausa e seguiu em frente:
— Me conta sobre o passado.
— Como você encontrou esse pessoal? E o que levou deles pra estarem caçando você até hoje?
— E o Zélio? Por que bateram nele? Por sua causa? E o tio Helder, será que o caso do Zélio tem alguma ligação com ele?
Daniel franziu a testa, ficou mudo por um tempão e soltou um suspiro:
— É história longa. Tudo começa com a minha mãe.
Carlos interrompeu:
— Que mãe?
Daniel explicou:
— A minha mãe biológica, a loira de olhos azuis, nariz arrebitado e gringa. Você deve ter vasculhado o passado meu e do Zélio. A gente é meio-irmão, do mesmo pai. Tô falando da minha mãe de sangue, aquela que meu pai deixou trancada no casebre na montanha.
Carlos questionou:
Carlos:
— ...
Daniel olhou firme pra ele e repetiu:
— Como eu ia dizendo: minha mãe era a própria cura. Esses vírus todos não surtiam efeito nenhum no corpo dela.
Carlos fechou os olhos pra processar aquilo tudo e finalmente perguntou:
— Então, a sua mãe era imune à Cepa G-8? Espera, não era a 8. Ela é muito mais velha que a minha, e naquela época a 8 ainda nem existia.
Daniel assentiu:
— É, a 8 com certeza não. Podia ser a 7 ou algo no meio.
— Pensa comigo: os caras deram um duro danado pra criar o veneno e aí descobre que tem gente que é imune. Se usassem amostras dela pra fazer antídoto, todo o plano iria pro ralo. Claro que eles ficaram desesperados.
— Trocando em miúdos: a minha mãe era uma grande pedra no sapato deles!
— O objetivo deles era controlar minha mãe, pra garantir que o antídoto não acabasse em mãos erradas.
— E eles também queriam uma cura pra si mesmos. Eles precisavam controlar os outros com o veneno, e pra isso precisavam ter a cura na manga pra manter todo mundo sob controle.
— Quando foram atrás da minha mãe, era pra colher amostras e fazer antídotos. Com isso, eles também previam uma nova leva de venenos ainda piores e procuravam eliminar o motivo que a tornava imune, reduzindo qualquer dor de cabeça no futuro.
Carlos, com as sobrancelhas franzidas, perguntou:
— Como você ficou sabendo disso tudo?
Daniel soltou um suspiro, o tom de voz bem tranquilo:
— Porque eu puxei pro corpo da minha mãe. Assim como ela, os vírus também não surtem efeito nenhum no meu corpo.
Carlos, boquiaberto:
— ?!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
A narrativa esta cansativa, toda hora surgem novos personagens mais a estória nao tem evolução e sempre o mesmo e só voltas e voltas sem desenvolvimento uma pena e um enredo interessante mas esta cansativa e longo demais...
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...