A pessoa era ninguém menos que o segurança do Zélio Pereira, Vega.
Vega franziu levemente a testa e olhou para Raulino.
Raulino o encarou, com o cenho franzido, examinando-o de cima a baixo com um olhar cheio de desconfiança.
— Quem é você?
Vega não disse nada. Em vez disso, virou a cabeça para olhar para Carlos.
Carlos observava Raulino com a testa franzida.
Ficava claro que ele estava analisando a reação de Raulino, querendo ver se ele conhecia Vega.
Ao notar o olhar de Carlos, Raulino perguntou curioso:
— O que foi, Carlos?
Carlos franziu ainda mais a testa e desviou o olhar.
Deu uma tragada no cigarro e disse para Vega:
— Senta.
Vega caminhou até lá, mas não se sentou. Ele foi até a janela do lado oposto a Carlos, vigiando qualquer movimento lá fora com cautela.
— Se eu quisesse te pegar — começou Carlos — você não teria entrado desfilando desse jeito. Fica tranquilo, eu não vou te machucar essa noite.
Vega não respondeu. *Faz sentido que a entrada tenha sido tão fácil esta noite*, pensou ele.
— Você me atraiu pro hospital só pra ele me ver e checar se ele me conhece?
— Queria ver a reação dele, mas não é só isso. Eu queria confirmar se você ainda tava na Cidade de Pão.
— E faz diferença pra você se eu tô ou não na Cidade de Pão? — perguntou Vega.
— Faz um pouco.
— Que diferença? — retrucou Vega desconfiado.
Raulino se aproximou, parou ao lado de Carlos e encarou Vega de cenho franzido.
— Carlos, quem é ele? O que ele tem a ver com você?
— Você não conhece ele? — devolveu Carlos.
Raulino balançou a cabeça.
— Não conheço. Ele é seu amigo? Espera aí, se é amigo, por que não entrou pela porta?
Carlos não respondeu.
Vega apertou os olhos, encarou Raulino e depois Carlos, com um ar avaliativo.
Depois de um tempo, Vega tomou a palavra:
— Você suspeita que fui eu quem matou o Waldir?
Foi aí que ele começou a entender por que Carlos o havia atraído para o quarto de Raulino. Provavelmente para observar a reação dele e ver se o reconhecia.
O encontro com Raulino serviria para comprovar duas coisas.
Primeiro, se Raulino realmente esqueceu tudo sobre a Cepa G-8, como ele dizia.
Segundo, quem de fato matou o Waldir? Se tivesse sido Vega, Raulino com certeza teria um trauma depois de escapar da morte pelas mãos dele, e mesmo sem memória, apresentaria alguma reação ao vê-lo.
Carlos estreitou os olhos.
— Você conhecia o Waldir?
— Eu nunca disse que não conhecia.
— E foi você quem matou ele?
— Não.
— Então você sabe quem foi o assassino?
— Você não sabe? — rebateu Vega desconfiado.
Como Carlos não disse nada, Vega continuou:
— Eu achei que você já soubesse.
Carlos deu uma tragada no cigarro, apertando os olhos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...
O autor deveria ver a linguagem com que escreve o livro, a escrita está como se estivesse num quintal a conversar com pessoas sem estudo. Quando se escreve um livro em que se vende tem que ter cuidado com a escrita....