Quanto mais importante fosse a posição do Vega, mais vantajoso seria para ele.
Porque até o momento, eles não tinham tido contato com nenhuma figura central viva da organização, e Vega era o único.
Além disso, se a posição dele era tão privilegiada, por que foi enviado para ser segurança do Zélio Pereira? Em vez de ficar protegido dentro do grupo, vivendo tranquilo?
Carlos suspeitava que Vega tivesse pedido para assumir aquela função por vontade própria.
Vega não era igual àquelas pessoas.
Não dava para dizer que ele era flor que se cheire, mas também não devia ser uma pessoa cruel.
Talvez, no futuro, ele pudesse se tornar a peça fundamental para desmascarar quem estava nos bastidores!
Carlos tinha ido procurar Raulino hoje por dois motivos. O primeiro era para conversar com ele e ver a sua real situação.
O segundo era para confirmar se Vega estava ou não na Cidade de Pão. Se estivesse, ele com certeza seguiria Carlos até o quarto de Raulino, porque ele ia querer saber quem afinal tinha assassinado Zélio Pereira.
Ele provavelmente já devia estar sabendo sobre o caso do Uriel e queria ter uma conversa a sós para saber mais sobre o assassino.
Assim que Vega aparecesse, Carlos poderia confirmar se Raulino o conhecia ou não. E também descobrir se quem assassinou o Waldir na época foi realmente o irmão mais novo do Bruno, Xande Macedo.
E mais, precisava saber se Arthur foi ou não morto por Vega.
Esses foram os motivos que levaram Carlos a fingir que estava doente e dar um jeito de encontrar o Raulino hoje à noite.
Agora que já havia esclarecido a maior parte, como ele previa, o status de Vega não era pouca coisa.
— Foi o Uriel que matou o Zélio Pereira? — perguntou Vega.
Carlos não se surpreendeu com a pergunta e rebateu:
— Por que você acha que foi o Uriel?
— O Zélio era muito meticuloso — respondeu Vega. — Além de ser uma pessoa extremamente cuidadosa. Mesmo aqueles caras não poderiam matá-lo à toa, sem falar que eu tava do lado dele o tempo todo.
— Eu parei e pensei: o assassino tem que ser alguém que ele já conhecia, alguém que fez ele baixar a guarda, e assim achou uma brecha para envenená-lo.
— Só que, tirando aquele grupo, nesses anos todos ele não teve amigos, não tinha ninguém com quem ele pudesse baixar a guarda. A maior suspeita cai sobre o Uriel.
— O Zélio não tinha amigos? — quis confirmar Carlos.
Vega concordou:
— Não tinha. Eu conhecia o Zélio. Ele se aproximou do Pedro e do Wule só por causa de vocês, ele não tinha intimidade de verdade com eles.
— Qual era a relação do Zélio com o Wule? — perguntou Carlos.
— Pelo que eu saiba, nenhuma relação.
— Mas fiquei sabendo que eles já jogaram xadrez de madrugada e até trocaram códigos — argumentou Carlos.
Vega franziu as sobrancelhas.
— Eu só sei que eles jogaram xadrez de noite. Não fazia ideia de que eles usavam código. Você suspeita do Wule?
— Não — respondeu Carlos —, foi só curiosidade.
— Então, foi o Uriel que matou o Zélio? — insistiu Vega.
Carlos não respondeu, mas virou a cabeça e olhou para Raulino.
Raulino franziu a testa, exibindo surpresa e confusão.
Ao ver Carlos virar o rosto em sua direção, ele logo fez uma cara de quem estava sendo injustiçado e se mostrou chateado:
— O que vocês tão conversando? Quem é Zélio Pereira? E quem é Uriel? Quem é Wule? Por que eu não conheço nenhuma dessas pessoas? Carlos, de quantas coisas da sua vida eu acabei ficando de fora?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...
O autor deveria ver a linguagem com que escreve o livro, a escrita está como se estivesse num quintal a conversar com pessoas sem estudo. Quando se escreve um livro em que se vende tem que ter cuidado com a escrita....