O carro preto de luxo parou discretamente na esquina. Alexandre, provavelmente por tê-la visto chegar, abriu a porta e desceu do carro. Ele ficou sob a luz, sua silhueta alta e esguia parecia envolta por um brilho vitrificado, e o contorno do seu rosto, visto de perfil, era nítido e definido.
O coração de Raíssa acelerou e ela, involuntariamente, apressou o passo.
Parada diante dele, Raíssa ergueu a cabeça para olhá-lo, sua voz se suavizou sem que percebesse:
— Professor Alexandre.
Os olhos de Raíssa, sob a luz, pareciam estrelas na noite escura.
Alexandre curvou levemente os lábios num sorriso:
— Entre no carro. — Os dois entraram no veículo. Alexandre afivelou o cinto de segurança e, ao se lembrar de algo, perguntou. — Está com fome?
— Não... — Raíssa mal começou a responder, quando o som do seu estômago ecoou repentinamente no silêncio do carro.
~Estômago imprestável, por favor, me dê um pouco de dignidade.~
O rosto de Raíssa imediatamente ficou vermelho, ela lançou um olhar furtivo para Alexandre.
O olhar dele trazia um sorriso:
— O que gostaria de comer?
Raíssa se lembrou de que, pouco antes de sair do trabalho, Iolanda havia fritado às escondidas uma pequena porção de frango frito para as duas, mas, por ter saído apressada, se esqueceu de comer. O comentário de Alexandre despertou seu apetite.
— Quero comer frango frito. — As palavras escaparam de sua boca sem pensar.
Ao ouvir isso, Alexandre pegou o celular:
— Vou ver se tem algum lugar por perto.
Raíssa não esperava que ele aceitasse com tanta prontidão:
— Achei que você não deixaria eu comer isso.
Alexandre se virou para ela, aparentemente surpreso:
— Por que diz isso?
— Frango frito, na opinião de vocês, não é comida-lixo? E eu ainda estou grávida, faz mal para o bebê.
Alexandre sorriu:

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