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Pedi DemissÃo Da Empresa Do Meu Ex Para Me Tornar Sua Maior Rival romance Capítulo 247

Jethro sorriu: "Não precisa ser tão formal, Srta. Hayes. Sou eu quem está pedindo um favor. Além disso, o tempo está maravilhoso hoje. Almoçar sob a luz do sol não é uma má escolha."

Mara brincava com os longos cachos ao lado da orelha. Ela havia se arrumado especialmente para o encontro de hoje.

"Sr. Blackwood, sobre o que gostaria de conversar?" perguntou, um tanto intrigada. "Para ser sincera, a equipe jurídica do Grupo Blackwood é, em termos de competência, superior a mim em todos os aspectos. Como sabe, minha especialidade não é direito empresarial."

Jethro levantou-se e serviu água para ela. Respondeu com sinceridade: "Não estou aqui por negócios. É algo pessoal."

Então, contou a Mara sobre a disputa entre Darcy e John.

Após ouvir tudo, Mara refletiu por um instante. "Essa Srta. Gale... é sua amiga?"

Na verdade, ela quis dizer "namorada", mas preferiu não ser tão direta.

Jethro apertou levemente os lábios. "Ela é... alguém muito importante para mim."

Mara ficou alguns segundos atônita, surpresa com a honestidade dele.

Imediatamente, um gosto amargo se espalhou em seu peito.

O coração, que antes batia acelerado, foi se acalmando aos poucos.

Então era só ilusão minha.<\/i>

Afinal, tudo o que Jethro fazia não era por ela, mas por essa Srta. Gale.

Quanto mais atencioso ele era, mais ficava claro o quanto se importava com aquela mulher.

Mara era uma advogada de ponta, uma profissional de elite. Romance não era prioridade em sua vida.

Logo recuperou a compostura e analisou com calma: "Já lidei com casos parecidos antes. Para ser franca, em situações assim, tanto o juiz quanto a opinião pública tendem a favorecer mãe e filha. Mas, muitas vezes, mesmo vencendo o processo, pode ser que o dinheiro não seja recuperado. Pode acabar sendo uma perda de tempo e esforço, sem resultado prático."

Mara expôs logo de início os possíveis riscos, ajustando as expectativas de Jethro.

Afinal, nenhum caso tem sucesso garantido.

Após ouvir, Jethro disse: "O dinheiro é secundário. Quero que ele aprenda uma lição. No melhor dos cenários, esse processo vai fazê-lo baixar a cabeça de vez."

Mara assentiu. "Isso não deve ser problema. O público adora esse tipo de notícia. Posso pedir para alguns amigos da imprensa acompanharem e divulgarem o caso, ampliando o impacto. Pelo que você disse, John é vice-presidente de uma empresa. Pessoas assim se importam com a reputação. Ele não vai ignorar."

Depois de chegarem a um acordo preliminar, discutiram os honorários.

Jethro sabia que os valores de Mara eram altos. Mas, se ele pagasse tudo, Darcy certamente desconfiaria.

Após pensar um pouco, disse a Mara: "Srta. Hayes, preciso que colabore comigo em uma coisa."

Mara ficou curiosa. "O que seria?"

Jethro sorriu de lado: "Depois, vou lhe passar o contato da Srta. Gale. Por favor, mantenha sigilo e não diga que fui eu quem a indicou. Se ela perguntar sobre os honorários, diga apenas 10%. Eu cubro os outros 90%. Pode ser?"

Mara pensou por um instante e entendeu a intenção dele.

Não conseguiu evitar aquele gosto amargo no peito novamente.

Quem quer que fosse capaz de despertar tanto cuidado em Jethro—ela mal podia esperar para conhecê-la.

"Claro, sem problema. Será um prazer ajudar, Sr. Blackwood", Mara sorriu, em tom profissional.

O sorriso foi breve e logo se desfez. Mara soltou um suspiro pesado e olhou pela janela de vidro.

Ficou observando por um longo tempo, depois arqueou a sobrancelha e olhou para Jethro. "Sr. Blackwood, a jovem do outro lado da rua parece estar te observando há um tempo. Você a conhece?"

Jethro franziu a testa e olhou na direção indicada. De repente, levantou-se, a voz urgente: "Me desculpe, Srta. Hayes. Preciso resolver algo imediatamente. Pode colocar o almoço de hoje na minha conta."

Dito isso, virou-se e saiu apressado em direção à rua, perdendo completamente a calma que demonstrara instantes antes.

Mara pegou seu copo.

Deve ser a Srta. Gale.<\/i>

Quando Jethro chamou seu nome, Darcy finalmente saiu do transe.

Disse a si mesma que era só o sol forte demais naquele dia. Só podia ser isso.

"S-Sr. Blackwood. Que coincidência, você também está almoçando aqui." Darcy sentiu-se constrangida. Tentou forçar um sorriso, mas não conseguiu.

Jethro olhou de volta para o restaurante. Naquele momento, Mara também olhou e lhe deu um leve sorriso de cumprimento.

Ele retribuiu com um aceno gentil.

Mas, aos olhos de Darcy, aquilo tinha outro significado.

Ela abaixou a cabeça, observando em silêncio a interação deles. Apertando os lábios, disse: "Sr. Blackwood, preciso ir. Tenho algo para resolver."

Sem esperar resposta de Jethro, virou-se e saiu andando.

Seu carro estava estacionado na praça próxima, a poucos passos dali.

Ao estender a mão para abrir a porta, Jethro, que a alcançara, segurou seu pulso.

Darcy olhou para ele, a voz carregando uma raiva que ela mesma não percebeu nem soube explicar. "Solte!"

Os lábios de Jethro se moveram. Ele sentiu a turbulência emocional dela, mas não sabia o motivo.

Aproximou-se, diminuindo a distância entre eles até seus rostos ficarem a poucos centímetros.

"Você está brava?" perguntou com cautela.

Ele estava perto demais. O instinto de Darcy gritava que aquilo não estava certo.

Ela virou de lado, deu dois passos para trás e respirou fundo. "Por que eu estaria?"

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