— Vinte milhões?
Ao ouvir isso, Rafaela Ribas franziu a testa.
Não era à toa que concordaram tão facilmente, o dinheiro tinha falado mais alto.
Os membros do Esquadrão da Baleia Branca eram um mais pão-duro que o outro, especialmente aquele capitão idiota.
No passado, cavaram um buraco tão grande que a fez perder mais de cem milhões em armamento.
Quem diria...
Agora estavam tentando extorquir o homem dela!
Rafaela Ribas sentiu um grande desagrado.
— Se achar o treinamento entediante, me ligue — instruiu o homem com voz suave, enrolando uma mecha dos longos cabelos da garota, seus olhos negros profundos e insondáveis.
Para a chefe da Organização N, esse tipo de treinamento era brincadeira de criança.
— Entediante?
Rafaela Ribas recostou-se no sofá, semicerrando os olhos, e os cantos de seus lábios se curvaram num arco perigoso.
— Coisas interessantes não vão faltar.
Como, por exemplo: acertar as contas!
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Manhã seguinte.
Samuel Carneiro e André Carneiro esperavam cedo com o carro no portão.
— Aquele homen não tem contatos? Não dava para dispensá-la do treinamento militar?
Pensando em sua irmãzinha de pele delicada, prestes a ser enviada para o campo de treinamento para comer poeira e torrar no sol, André Carneiro ficou com uma expressão feia, resmungando descontente:
— Quinze dias... vai descascar a pele toda.
— Não é só isso.
A testa de Samuel Carneiro franziu-se ainda mais.
— Este treinamento é diferente dos anteriores. Chamaram o pessoal do Esquadrão da Baleia Branca.
Até mesmo André Carneiro, que vivia ocupado demais para acompanhar notícias, já tinha ouvido falar dos feitos do — Esquadrão da Baleia Branca— .
Ter o Esquadrão da Baleia Branca como instrutores...
Sua irmã, tão delicada e que não sabia fazer nada, provavelmente perderia meia vida.
André Carneiro ficou ainda mais preocupado.
O treinamento nem tinha começado, mas só de imaginar o que Rafaela enfrentaria, o coração de Samuel Carneiro já doía.
— Quer mesmo ir? — perguntou Samuel Carneiro em voz baixa.
Se ela não quisesse, bastava pedir dispensa.

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