PRESA COM O TRAFICANTE (MORRO) Episódio 33

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FLORÊNCIA NARRANDO

Quando eu fui na sala, não tinha ninguém ali, estava sozinha, e então logo em seguida eu fui para meu quarto o que me fez descansar um pouco, eu estava pensativa com tantas coisas que tem acontecido na minha vida, eu não tenho visto minha mãe, só vi uma única vez, não sei como ela está, não sei onde a minha irmã está, eu não sei mais o que fazer da mina vida. A verdade é que tudo está cansativo, eu queria tanto ver a minha mãezinha, então é pensando nisso que eu acabo me levantando e assim que fui saindo do quarto eu fui até as escadas, e ouvir um barulho de fogos, e ouvir o grito da Luísa falando que era invasão no morro, então eu me encolhi na escadas e as lágrimas molhavam meu rosto, eu estava tão desesperada com isso, a minha vida estava tão complicada, e eu falei para ele que estava com medo, e ele pediu para que eu não tivesse que ele logo voltaria. Logo que ele saiu dali eu me encolhi ainda ali na escada e comecei a orar, eu estava com medo daquilo, tudo era novo na minha vida, eu não sabia o que podia esperar dali, mas se tem uma coisa que eu sei é que a fé é tudo que tenho no momento, então eu juntei minhas mãos uma na outra e comecei minha oração. Senhor meu Deus, sei que sou uma pecadora, alguém que não merece ser chamada de digna porque eu pequei, e pequei muito, mas eu te peço por tudo que eu mais amo nesta vida, proteja a minha mãezinha disso, protege ela de tudo quanto for ruim, eu não sei como ela está mais eu sei que o senhor tem um propósito para tudo, mas eu te imploro meu Deus, protege a minha mãe. Também gostaria de pedi proteção para o Alemão, eu sei que ele já me fez muito mal, mas eu não o desejo coisas ruins, pelo contrário eu apenas o desejo o bem, assim como a minha irmã que onde quer que ela esteja, a mesma esteja segura e salva de tudo. Então sou tirada das minhas orações quando a Luísa se aproxima de mim, e toca meu braço.

Luísa: Amiga? - ela me chama e eu olho na sua direção.

Florência: Oi amiga. - digo com lágrimas nos olhos.

Luísa: Vem que eu quero te apresentar a minha irmã. - ela fala mais eu estava tão nervosa que não conseguia me mover.

Florência: Me desculpa, eu estou muito nervosa, e não consigo levantar. - digo e ela se senta ao meu lado.

Luísa: Tudo bem, eu sei que é tudo novo na sua vida, e essas invasões são comum, não fique com medo, o medo que faz é uma bala perdida ou algum sequestro, mas sempre estamos seguras. - ela diz e se eu estava nervosa eu fiquei ainda mais, eu sentir o meu corpo inteiro tremer. - Vou trazer minha irmã aqui pra te conhecer. - ela diz e se levanta, eu não demonstrei nada para que ela visse que eu estava muito nervosa, mais realmente eu não sabia o que fazer, eu estava tremendo, até que ela trouxe a irmã.

Graziela: Não importunem a Flor. - a dona Graziela diz e eu apenas olho na direção dela.

Luísa: Aqui, essa é a Thalita, e Thalita essa é a Florência, a moça que vai salvar o nosso primo da escuridão. - ela diz sorrindo, e a Thalita sorrir.

Thalita: Oi Flor, posso te chamar assim né? - ela fala sorrindo e se senta ao meu lado, ela toca meu rosto, e sorrir. - Você é muito linda mesmo, a minha irmã diz que você vai salvar nosso primo, se for pra isso acontecer, ficaremos muito felizes. - ela diz sorrindo.

Florência: Oi, Thalita, é um prazer lhe conhecer. - digo sentindo minhas bochechas corarem.

Thalita: O prazer é todo meu. - ela diz sorrindo, e nesse momento os fogos anunciam que acabou, eu estava tão nervosa, pensando em todo mundo.

Luísa: Não tenha medo, acabou. - ela diz e eu respiro aliviada.

Graziela: Só falta agora meu filho chegar, estou tão aflita. - ela diz e eu olho na sua direção.

Thalita: Tia, fica calma, ele vai chegar logo. - ela diz, e ficamos ali sentadas por algum tempo até que o MG chega ali, o mesmo estava com uma cara nada boa e eu não sabia o que era, eu fiquei olhando na direção da porta esperando que ele entrasse, meu coração estava tão apertado que ele não aparecia e aquilo me deixou um pouco incomodada, eu não sabia o que estava sentindo, mas eu estava com medo do que estava vindo por ai.

Mulherada, eu vim aqui da uma notícia. - ele diz fazendo uma pausa e a dona Graziela já estava nervosa, andando de um lado para o outro.

Graziela: Para de enrolar MG, fala logo, cadê meu filho? - ela pergunta afita.

MG: O Alemão, levou um tiro no braço e está no postinho. - ele diz e eu sinto as lágrimas molharem me rosto. - Eu vim aqui avisa, e também vim aqui buscar ela. - ele fala apontando pra

Luísa: Buscar a Flor? Por que? - ela pergunta e eu não conseguia parar de chorar, eu estava sufocada com um nó na garganta.

O chefe disse que se ela não for, ele não vai deixar ninguém operar o braço dele pra remover a bala. - ele fala e eu não sabia o que fazia, ou se eu iria, ou se eu ficava caída no chão.

Florência: Tudo bem... eu vou. - digo enquanto as lágrimas molham meu rosto, as minhas pernas não me obedeciam, quando tentei levantar eu acabei caindo sentada.

ajuda aqui Thalita. - ela chama a irmã para me ajudar a levantar, ela sabe que se o MG me tocar, pode acontecer uma

Eu posso carregar ela nos braços. - ele diz e a Luísa olha em sua

se você quiser cavar a sua própria cova. - ela diz e as duas me ajudam a ir até o lado de fora, onde o carro estava nos esperando, elas sentaram comigo no banco traseiro e a dona Graziela foi na frente com o

Vamos logo. - ela diz e ele liga o carro e começa a dirigir até

dirigindo apressado, a dona Graziela estava nervosa de um lado, eu do outro, e era a segunda vez em toda esses 4 meses que eu estou na casa do Alemão que eu estava saindo, eu não sabia se ficava feliz ou se ficava triste, por apenas sair por causa dessa fatalidade, as lágrimas molhavam meu rosto, então assim que o carro estacionou na frente do postinho, as meninas me ajudaram a descer, e assim que eu desci, elas me ajudaram a entrar e ele estava sentado em cima de uma cama, que quando ele me viu e eu vi ele eu não me contive eu comecei a chorar desesperadamente, ele ao me ver ali ele não pensou muito ele desceu da cama, que estava sentado e veio ao meu encontro ele me abraçou e as meninas me soltaram, mas assim que ele foi me soltando as minhas pernas não aguentou e acabei caindo no chão, ele me levantou e me

que você tem. - ele me pergunta mas eu

Ela está nervosa meu filho. - ela fala