PRESA COM O TRAFICANTE (MORRO) Episódio 37

sprite

FLORÊNCIA NARRANDO

Estava dormindo agarrada a camisa do Théo, eu estava tão debilitada por tudo que eu estava sentindo, era um turbilhão de sentimentos, e eu queria aproveitar os meus últimos meses ao lado dele, curtir cada momento que eu pudesse curtir, então quando eu sentir a sua barba roçar no meu pescoço eu sabia que era ele, eu abrir os meus olhos e ao ver aqueles olhos lindos que ele tem, eu não aguentei, eu acabei chorando, eu me abracei com ele, eu estava mal, eu não aguentava, eu estava tão debilitada ali aos braços dele, e o mesmo estava tentando entender o motivo do meu choro, mais eu não conseguia contar, eu não conseguia, estava doendo muito, eu estava mal, eu não queria isso, eu não queria que ele ficasse triste, eu chorava demais, e ele ficava mais preocupado, e eu estava tentando criar coragem para dizer tudo pra ele, até que o rádio dele apitou e quando falou que a Flora voltou, tudo deu uma reviravolta na minha cabeça, ela voltou e ele me pegou achando que era ela. E eles tiveram algo juntos, eu não poderia ficar no meio daquilo, os sentimentos dele iriam voltar e eu não quero ficar nesse meio, eu me levantei da cama, sair dos braços dele e corri para meu quarto, eu me tranquei no mesmo, e me joguei no chão e comecei a chorar desesperadamente, eu estava jogada no chão, quando abracei as minhas pernas, e fiquei encolhida as lágrimas apenas vinha, eu estou condenada e para a minha melhora, a minha irmã voltou, e ela vai poder retomar o seu lugar onde era antes, eu não mereço está onde estou, então cada vez que eu chorava a minha cabeça estava doendo, eu estava mal eu não conseguia ficar bem, tudo me lembrava as palavras daquela doutora, ela disse que só tenho alguns meses e eu não sei como vou ficar em um lugar onde serei desprezada, então nesse momento eu ouvir a Luísa chorando do lado de fora e a mesma bateu na minha porta.

Luísa: Amiga, abre aqui por favor. - ela diz e o soluço dela está visível, me levanto do chão e caminho até a porta, assim que eu abro ela se agarra em mim, e ela não conseguia parar de chorar assim como eu não conseguia.

Florência: Eu preciso que você fique bem, que você não chore, que eu vou ficar bem. - digo e toque seus cabelos.

Luísa: Eu não quero que isso seja verdade, eu não aceito isso. - ela diz em prantos.

Florência: Fique calma, eu quero que você me prometa que mesmo que eu morra, você vai continuar ao lado do seu primo, e não vai desistir de trazer ele para a luz. - digo e ela chora mais e eu acabo chorando com ela, as lágrimas molhavam meu rosto, e eu respirei fundo, eu preciso de forças, eu preciso ter forças para lutar.

Luísa: Eu prometo, mas eu sei que ele vai se afundar na escuridão se você morrer, ele vai afundar e não voltará mais. - diz e eu olho em seus olhos, enxugo suas lágrimas.

Florência: Mas você não vai desistir dele. - digo e ela concordar, então ela me abraça forte novamente e a dona Graziela entra ali.

Graziela: Minha filha, que a vida me deu. - ela diz e me abraça com força, a mesma estava aos prantos e eu sei que tá doendo nelas, eu sei porque tá doendo muito mais em mim, e mesmo que a gente tenha pouco tempo de convivência, eu sei que tudo é verdadeiro.

Florência: Eu preciso que a senhora seja forte, eu preciso que a senhora me prometa não desistir do Théo, não desistir de trazer ele para a luz, a Luísa, falou que não vai desistir, e eu preciso que a senhora prometa. - digo e ela chora muito mais.

Graziela: Eu prometo minha menina, a luz dos olhos dos meu filho, a filha nora que eu pedi a Deus. - ela diz e as lágrimas molham meu rosto, e nos três nos apertamos, até a Thalita entrou ali e me abraçou chorando.

Thalita: Sei que faz poucos dias que nos conhecemos, mas você se tornou alguém importante na minha vida, Flor. - ela fala enquanto chora.

Florência: Vocês também, vocês são minha família. - digo e eu solto elas. - Eu queria tomar um banho agora e descansar um pouco, se vocês não se importam. - digo e elas me abraçam uma última vez e saem do meu quarto, eu tranco a porta e vou para o banheiro, assim que entro eu tiro a roupa que eu estava, e as lágrimas molham meu rosto.

Quando eu entrei no box, eu liguei o chuveiro com a água morna, eu me sentei no chão do banheiro e abracei os meus joelhos, eu estava arrasada, a minha vida está acabada, eu estou perdida, e não contei para ele, e eu não vou contar, eu tô com uma ideia na cabeça, mas não sei se vai dar certo, mas vou deixar isso para depois, primeiro eu preciso me acalmar, então eu respirei fundo, tirei forças de onde eu não tenho. Então assim que me levantei do chão eu acabei de tomar banho, e após acabar eu sair do box, fiz minha higiene e ao acabar eu fui até o closet do meu quarto, peguei um conjunto de lingerie, fui me vestindo aos poucos, eu estava mal mas eu preciso demonstrar que não é nada, eu tenho que ser forte, eu tenho que conseguir, mesmo com o coração todo despedaçado, então comecei a vestir a minha roupa, e ao acabar de vestir eu sair do meu quarto, e fui caminhando, e assim que eu desci as escadas, lá estava ela, ela ao me ver sorrio e se levantou e veio na minha direção.

Flora: Irmãzinha. - ela diz e eu não consigo fazer nada ela me abraça e sussurra. - Obrigada por tá pagando minha dívida. - ela diz e da uma risada, nesse momento o Alemão aparece ali e avança na direção dela, ele arranca ela de perto de mim, e a joga no chão com força.

Alemão: Sua cachorra, não encosta nela sua puta de quinta. - ele grita com ela, e a mesma

Flora: A puta que você comeu várias vezes. - ela diz com tanta naturalidade que aquilo me deixa mal, eu não consigo me conter, eu acabo saindo dali em direção a cozinha, mas não consigo ficar no mesmo local que ela, então eu respiro fundo e me sento na cadeira e fico ali sentada, eu estava com fome, mas passou, acabei ouvindo uns gritos, e não consigo me mover, as lágrimas molhava meu rosto, e eu estava despedaçada, logo ele chegou ali, e me abraçou.

vou matar essa vagabunda. - ele diz nervoso e no impulso eu olho na

Por favor, não mata ela. - digo segurando

Vamos subir, eu quero entender o porque você estava chorando. - ele diz e beija

Não foi nada, não se preocupe. - digo e ele segura na minha mão, o mesmo vai me levando para o andar de cima. Assim que chegamos, entramos no quarto, e ele se deitou e me deitei a seu lado, ele me abraçou e cheirou meu pescoço, e ficou tentando descobrir o motivo que eu estava

contei nada, eu não conseguia falar pra ele o motivo que eu estava mal, eu não conseguia ver ele ali, até que ele dormiu, eu fiquei olhando para o teto e fiquei pensando em uma maneira de resolver meus problemas, então quando eu vi que ele estava com o sono pesado, eu fui aos poucos saindo de seu abraço, e assim que conseguir eu sair da cama, me levantei fui até a penteadeira que tem em seu quarto, lá tinha um bloco de notas, então eu peguei uma caneta e escrevi nele, algumas palavras e quando eu acabei eu já estava soluçando, eu não aguentava está doente e ter que ser um peso na vida dele ou até mesmo na vida das pessoas, eu não quero isso, então depois que eu notei tudo, eu olhei a hora e já marcava 02:13 da madrugada, eu sair de fininho e ao sair eu sentia as lágrimas molharem o meu rosto, eu não iria me despedir de ninguém apenas eu vou embora, e assim eu fiz, desci e olhei para o lado de fora, dei um jeito de fazer um barulho e todos os caras foram atrás do barulho, foi rápido e eu acabei saindo dali, eu andei o mais rápido possível, eu chorava sem conseguir conter as lágrimas. Eu não aguentava está perto das pessoas e ser o peso para elas, eu fui saindo pelos becos, até que eu sair do morro, eu fui caminhando ruas a fora. Eu estava sentindo frio, mas não queria voltar, já era tarde pra mim, eu estava com medo, mas eu fui andando mesmo assim, eu não conseguia parar de chorar, eu me apaixonei por alguém que ama outra, eu me apaixonei por alguém que não ver em mim, a minha irmã, e eu não quero sofrer mais do que já estou sofrendo, essa doença vai me matar em alguns meses e eu longe ninguém vai precisar sentir pena de mim, ninguém vai precisar cuidar de uma doente, eu prefiro que ele recupere o amor pela minha irmã, eu prefiro que ela seja feliz do que eu, eu me apaixonei pelo homem errado, e isso foi o meu pior erro, eu sou uma tola, eu sou uma idiota. Continuo caminhando chorando, o dia já estava clareando quando eu acabei esbarrando em uma senhora, a mesma ao me ver abatida olhou nos meus