Tommáz Walker
Precisava ter um momento com aquela loirinha, e sabia que minha vó não podia simplesmente impedir que ela falasse comigo, já que ela jogou assim na mesa minha mão para a mulher que já tinha interesse de fazer esse pedido.
Estendo a mão para ela e fico satisfeito em ver a sua aceitação de bom grado, a levo em direção da sala que ocuparei até que tudo se resolva e, se meu plano der certo, não devo sair nunca mais da cidade luz, sorrio com o pensamento e apeto um pouco a mão da minha futura esposa. O perfume da Amélie me deixou instigado principalmente com as lembranças da nossa noite no Moulin Rouge.
Assim que entramos na sala, não deixo que ela pense muito, a pressiono contra a porta e aproximo de sua orelha, inalo o perfume que estava usando e sinto a minha ereção quase explodir da minha calça.
— Quero beijar você desde aquela manhã… — Confesso falando baixinho.
Quando a vejo umedecer os lábios me aproximo cada vez mais de seus lábios, quando inicio o nosso beijo a sensação de reconhecer os lábios que me beijaram naquela madrugada é quase como um tapa na minha cara.
Quando ergo o seu corpo contra a parede o desejo de foder com ela aqui me deixa enlouquecido, roço minha ereção contra a musculatura que imagino estar molhada apenas com o nosso beijo, mal conseguia respirar após o beijo cheio de desejo, os lábios macios dela estava me dando pensamentos pecaminosos que tenho certeza que a não teria direito a minha entrada no paraíso.
O pensamento me fez rir. Mas fiquei frustrado quando Kevin bateu na porta e informando que a minha avó nos agradava, deixei que os pés de Amélie tocassem o chão, ela ficou ainda mais encantadora quando o seu rosto ganhou um tom roseado na sua pele de porcelana.
Respirei fundo um pouco mais para minha ereção se controlar um pouco enquanto a Amélie se arrumava para sair.
— O que você acha da ideia da minha vó? — Pergunto curioso.
Mas, na verdade, quero ter uma ideia do que ela tem em mente, aceitar um casamento por contrato muitas vezes é motivado por uma compensação financeira e até onde pude ouvir sobre ela, parece ter uma vida bem complicada.
— Já havia conversado com ela antes de me implorar em dar um jeito em você. — O seu riso leva um brilho diferente em seu olhar. — Digo a você que é uma missão que estou assustada, monsieur Walker!
Sinto meu sangue gelar em minhas veias assim que ela fala sua cordialidade em francês, e o tom de sua voz, não tem como duvidar que não seja ela, mesmo que a música da boate estivesse muito alta, a reconheceria sussurrando em meu ouvido em qualquer lugar.
Um sorriso lindo surge em seu rosto e não tem como não dizer o quanto Amélie é linda, durante a semana que a vi trabalhando a distância, percebi o quanto ela era sempre gentil mesmo sendo distratada pelas modelos arrogantes e fúteis que estavam no staff, quando pensei em ir em sua direção em defesa, ela mostrou que por mais indefesa que ela aparenta ser, vi uma mulher extremamente profissional, deixando as modelos caladas e prontas para desfilarem.
Assim que ela estava arrumada segurei em sua mão e entrelacei nossos dedos, a partir de hoje minha mascarada não sairá do meu lado e nem que para isso precise realmente assinar um contrato cheio de cláusulas. A puxo para fora da sala e percebo que alguns funcionários olham diferente para a mulher que estava ao meu lado.
— Vamos lá descobrir o que aquela velinha planeja para mim. — A vejo rindo e desconfio que ela já saiba o que está acontecendo.
Entramos na sala, com todos nos olhando e começam a rir quando percebem que estamos com os dedos entrelaçados, caminho até a cadeira vaga ao meu lado esquerdo e puxo a cadeira para ficar ao lado da cadeira principal, indico para a minha Ella se sentar e percebo quando a minha vó aprova a minha atitude. Abro os dois botões do meu terno e me acomodo na cadeira de frente para a Enora Miller.
— Vejo que puderam ter uma interessante conversa. — Minha tia fala, fazendo Amélie ter uma crise de tosse.
— Poderia ser melhor se o Kevin não tivesse me atrapalhado. — Digo tirando risada de todos.
— Chega disso, vamos iniciar essa conversa, ela é importante. — Minha vó diz nos olhando diretamente.
Arrumo a minha postura e observo quando a Amélie faz o mesmo e dou total atenção a minha vó.
— Querida, no dia que conversei com você antes do casamento avisei a todos que o meu testamento passaria por uma modificação. — Olho para a minha tia que revirava os olhos para a explicação da minha vó. — Apenas herdeiros casados terão direito a usufruir da minha herança, então a única que está ganhando alguma coisa é a Elisa. — Ouvimos em um repleto silêncio.
— Quero que entenda, quando pedi para se casar com o meu neto, nada tem a ver com dinheiro e sim por que acredito que vocês fazem um lindo casal. — Viro em direção a Amélie e toco em sua bochecha.
— Isso eu não tenho dúvidas, vovó! — Afirmo olhando diretamente em seus olhos.
7. Caso haja o nascimento de herdeiros em um período de dezoito meses, o contrato se torna invalido, acreditando que existe afeto entre ambas as partes.
8. Caso haja um divórcio após o nascimento de um herdeiro, a criação será feita por ambos os pais, o herdeiro e sua mãe terão uma pensão vitalicia para cobrir todos os custos necessários.
9. Caso a noiva se sinta enganada em algum momento antes do prazo, ela pode pedir anulação imediata aos advogados de ambas as partes, e como indenização por danos morais ela recebe 25% das ações da Miller e 10% das ações da Walker.
10. O casamento inicia assim que o contrato for assinado, todavia uma festa se realizará para a mídia saber que o herdeiro da Walker e Miller é comprometido.
11. Durante os três primeiros meses o noivo precisa deposita uma quantia de duzentos e cinquenta mil euros na conta pessoal da noiva para seu uso pessoal.
Olho para a minha vó após ler com cuidado o contrato que meu amigo preparou, sorrio para ele e fico feliz em saber que ele incluiu algumas cláusulas que eu mesmo havia proposto. Me viro em direção da Amélie e tento decifrar o que ela estava pensando.
Constato quando ela põe o documento sobre a mesa e olha diretamente para a minha vó e depois para mim, ela ajeita a sua postura e seus olhos azuis começam a me sondar.
— Você se importa que seja uma noiva que não tem nenhum sentimento por você? Se importa que esteja entrando nesse casamento se dar nada em troca e com a possibilidade de sair dele com os bolsos cheios? Se importa em viver ao meu lado em celibato, caso não aceite que me toque? — Fico satisfeito em ver que seu olhar se manteve nos meus o tempo todo.
— Sentimentos é algo que podemos construir no dia a dia, não me importo que você seja quem é, o que é meu será seu também, celibato é uma coisa que conversaremos quando estivermos sozinhos, mas pelo que conversamos na minha sala ainda pouco não acredito que ocorrerá. — Seguro uma risada, quando o rosto dela fica vermelho de vergonha.
Mas preciso conversar coisas sérias nesse momento, entendo que ela precise de dinheiro, mas por que tanto assim e parcelado!
— Preciso saber o porquê da mesada e, quero a verdade. — Falo olhando em seus olhos azuis.
Percebo o quanto ela fica desconfortável com o que falo, vejo quando o seu olhar desvia do meu para o da minha vó que apenas assente em sua direção.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Procura-se Uma Noiva
Alguém tem o livro completo ?...
Boa tarde... O resto da história, estava a adorar e do nada acabou......