Assim que ligou o carro, Sofia perguntou em voz baixa:
— Para qual hospital você quer ir?
— Eu não quero... ir para o hospital...
Ela observou Miguel pelo retrovisor.
— Seu estômago está doendo desse jeito e você ainda não quer ir ao hospital?
— Não...
— Por quê?
Sofia esperou por um longo tempo antes de ouvir a resposta:
— Porque você vai embora.
Por um instante, ela não entendeu.
— O quê?
Miguel estava encolhido no banco traseiro. O corpo alto permanecia curvado sobre si mesmo, e estava claro que a dor no estômago não tinha diminuído.
Enquanto dirigia, Sofia observava a imagem dele pelo retrovisor e sentia uma irritação inexplicável crescer dentro dela.
— Você precisa ir ao hospital. Já que não quer escolher, eu escolho por você.
Miguel voltou a protestar, mas sua voz estava cada vez mais fraca.
— Não... Eu não vou para o hospital. Toda vez que chego lá, você vai embora. Eu não quero outras pessoas...
No fim, as palavras já pareciam um murmúrio sonolento.
Como herdeiro da família Castro, bastava Miguel ser internado para uma multidão aparecer no hospital.
Mesmo que Sofia aceitasse ficar, dificilmente os dois teriam algum momento a sós.
— Quero ir para casa... Leva eu para casa...
Antes de apagar por completo, Miguel ainda ouviu vagamente a resposta dela:
— Eu não sou Thiago nem sua funcionária. Não vou obedecer às suas ordens.
Miguel imaginou que, ao acordar, sentiria o forte cheiro de desinfetante de um hospital.
Veria cortinas e lençóis completamente brancos.
Também ouviria os sons dos monitores e dos equipamentos de soro.
Mas...
A primeira coisa que escutou foi o som de um piano.
Miguel ainda não conseguia abrir os olhos.
— Está doendo tanto assim?
Pela expressão de Sofia, Miguel percebeu que ela começava a se arrepender de não ter levado ele ao hospital.
Um leve sorriso surgiu no rosto dele.
— Não é por causa da dor... Fiquei emocionado. Obrigado por não levar eu ao hospital.
Sofia hesitou por um instante e inventou uma desculpa qualquer:
— Não tinha leito disponível.
O sorriso de Miguel ficou ainda mais evidente, mas ele não desmentiu.
Seu peito estava tão aquecido que aquela sensação quase encobria a dor no estômago.
— Parece que até o destino está do meu lado.
Sofia franziu a testa, sem disposição para ouvir mais absurdos.
Ela virou para sair, mas Miguel chamou outra vez:
— Sofia...
De costas para ele, Sofia permaneceu parada, esperando em silêncio.
— Ontem à noite, chamei Henrique para beber. Ele disse que você está pensando no pedido de casamento dele...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando Ele Arrependeu, Eu Já Era Outra
Terminou assim ou ainda continua?...
O que houve que parou de atualizar os capítulos a semanas?...
Merecemos mais um capítulo com final digno depois de tanta esperada e leitira...
Mas já acabou cap. 882...
Cadê a continuação?...
E acabou assim? Ela nem disse para ele que é o pai do menino. Nem teve o casamento novamente. Uma declaração da parte dela. Não gostei do final....
Só libera até o capitulo 845? Como faz para comprar e ler o resto?...
Quantos capítulos tem esse livro? Não acaba nunca 😢...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...