A expressão de Sofia se fechou.
Ela desviou os olhos da mansão e encarou Miguel.
— Paulo está em prisão domiciliar?
Miguel assentiu em silêncio.
E não disse mais nada.
O carro apenas contornou a Mansão dos Carvalho antes de descer a montanha pela Estrada do Alto da Serra.
Com o queixo apoiado em uma das mãos, Sofia ficou olhando pela janela, enquanto os pensamentos se confundiam em sua mente.
Afinal, ela já não tinha qualquer ligação com a família Carvalho e, em princípio, não deveria se envolver nos problemas deles.
Sofia imaginou que Miguel perguntaria se ela queria tirar Paulo dali ou recuperar o Grupo Carvalho das mãos de Júlia.
Mas ele não perguntou nada.
Ela agradecia por aquele silêncio, pois Miguel não colocava ainda mais peso sobre seus ombros.
Nesse momento, Yago acordou.
Quando despertava, costumava ficar irritado e chorava com facilidade.
Letícia geralmente precisava balançar ele nos braços por muito tempo e, mesmo assim, nem sempre conseguia acalmar.
Até quando Sofia tentava consolar Yago, tudo dependia do humor dele.
Às vezes, chorava ainda mais forte no colo dela.
Dessa vez, porém, Yago não chorou.
Em vez disso, olhou para Miguel e abriu um sorriso bobo.
Ao ver aquele sorriso, Miguel também não conseguiu conter o próprio.
— Acordou? Que bonzinho. Nem chorou.
Diante daqueles olhos grandes, límpidos e brilhantes, Miguel não resistiu e beijou a testa de Yago.
Ele pareceu adorar e começou imediatamente a agitar os braços e as pernas, todo empolgado.
Sofia se virou e viu Miguel apertando Yago contra o peito.
Qualquer pessoa perceberia que existia uma proximidade incomum entre os dois.
Sofia não conseguiu evitar a dúvida.
“Será que aquela atração instintiva vinha do laço de sangue entre eles?”
O carro seguiu por mais algum tempo antes de parar devagar.
Sofia perguntou, curiosa:
— Que lugar é este?
Ao ver ele fazendo a pergunta com toda a seriedade para uma criança de apenas um ano, Sofia não conseguiu conter o sorriso.
— Ele é tão pequeno. Como vai saber o que quer comer?
Miguel ergueu os olhos para ela.
— Claro que Yago tem as próprias preferências. Só porque é pequeno não significa que não entende nada.
Como se quisesse provar que Miguel tinha razão, Yago apontou para uma imagem colorida no cardápio e começou a balbuciar sem parar.
— Quer comer isto?
Yago assentiu com toda a seriedade.
Sofia comentou:
— Se você perguntar sobre qualquer outra coisa, ele também vai concordar.
Depois de ouvir aquilo, Miguel apontou para mais algumas imagens.
— E estas? Também quer?
Yago balançou a cabeça com força na mesma hora.
Miguel olhou para Sofia, e a expressão dele parecia dizer: “Está vendo? Ele sabe muito bem o que quer.”
Sem saber se ria ou se ficava irritada, Sofia decidiu ignorar os dois.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando Ele Arrependeu, Eu Já Era Outra
Terminou assim ou ainda continua?...
O que houve que parou de atualizar os capítulos a semanas?...
Merecemos mais um capítulo com final digno depois de tanta esperada e leitira...
Mas já acabou cap. 882...
Cadê a continuação?...
E acabou assim? Ela nem disse para ele que é o pai do menino. Nem teve o casamento novamente. Uma declaração da parte dela. Não gostei do final....
Só libera até o capitulo 845? Como faz para comprar e ler o resto?...
Quantos capítulos tem esse livro? Não acaba nunca 😢...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...