Enquanto escolhia os pratos no cardápio, Sofia reparou em uma funcionária que limpava o chão a pouca distância dali.
— Aquela pessoa é...
Se não estivesse enganada, já tinha visto aquela mulher quando Luciano chamou ela para acompanhar a leitura do testamento de Alberto.
Sofia não guardava lembranças muito nítidas daqueles parentes.
No entanto, uma mulher de meia-idade tinha tratado ela com bastante grosseria naquela ocasião, e por isso ainda se lembrava do rosto.
Jamais imaginou que agora aquela mulher estivesse trabalhando como faxineira naquele restaurante.
Por um instante, Sofia não conseguiu entender como ela havia chegado àquela situação.
Se sua memória não falhava, a mulher também tinha recebido uma parte da herança de Alberto.
Em princípio, não deveria estar passando por tantas dificuldades.
Mas Sofia não tinha interesse na vida alheia e não fez nenhuma pergunta.
Do outro lado da mesa, Miguel brincava com Yago.
Com apenas um ano, Yago ainda não conseguia expressar com clareza o que queria.
Na maioria das vezes, os adultos precisavam adivinhar.
Sofia também fazia isso no dia a dia.
Sempre que Sofia não entendia o que ele queria, Yago ficava agitado e quase sempre acabava chorando de tanta frustração.
Sem perceber, ela começou a observar os dois.
Não importava o que Yago tentasse dizer, Miguel sempre entendia.
Parecia existir entre eles uma sintonia extraordinária.
Embora ainda não soubesse falar direito, Yago não parava de balbuciar.
E, sempre que dizia “papai”, um sorriso de pura felicidade surgia no rosto de Miguel.
Sofia pegou o copo e tomou um gole de água.
Não sabia se era por causa da temperatura da água ou por algum outro motivo, mas sentiu o peito se aquecer aos poucos.
Pouco depois, os pratos chegaram.
A refeição infantil que Yago tinha escolhido pela imagem era, na verdade, uma combinação simples de purê de batata com macarrão.
A diferença era que os alimentos tinham sido montados no prato no formato de um personagem, deixando Yago com água na boca.
— Não precisa. Eu realmente não estou com fome. Além disso, gosto de alimentar Yago.
Ele não parecia estar fingindo.
Realmente demonstrava alegria enquanto dava comida para Yago.
Então perguntou, num tom aparentemente casual:
— Deve ter sido difícil cuidar de Yago sozinha nesses últimos dois anos, não é?
— Nem tanto. Enquanto estou trabalhando, Letícia costuma cuidar dele.
— E João?
Ao ouvir Miguel mencionar João de repente, Sofia ficou inexplicavelmente nervosa e desviou os olhos por instinto.
— Ele é o consultor jurídico da fundação beneficente que você criou na Ilha de Águas Claras, não é?
Sofia respondeu sem nenhuma convicção:
— É...
— Já que ele trabalha com você e Yago é filho dele, não ajuda em nada no dia a dia?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando Ele Arrependeu, Eu Já Era Outra
Terminou assim ou ainda continua?...
O que houve que parou de atualizar os capítulos a semanas?...
Merecemos mais um capítulo com final digno depois de tanta esperada e leitira...
Mas já acabou cap. 882...
Cadê a continuação?...
E acabou assim? Ela nem disse para ele que é o pai do menino. Nem teve o casamento novamente. Uma declaração da parte dela. Não gostei do final....
Só libera até o capitulo 845? Como faz para comprar e ler o resto?...
Quantos capítulos tem esse livro? Não acaba nunca 😢...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...