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Quando o Inimigo Disse Sim romance Capítulo 351

Ela se levantou, vestiu o sobretudo e, casualmente, desligou o computador.

Alguns colegas que ainda não tinham ido embora ficaram boquiabertos com o homem lindo que apareceu de repente no escritório.

Mesmo com Amanda Morais e João Rios caminhando lado a lado mais à frente, ainda era possível ouvir os sussurros nas costas deles.

— Caramba, o marido da Diretora Morais é um gato! Ela escondeu bem o jogo!

— Eu sempre disse que a diretoria da nossa empresa só tem gente de sorte! Uma mulher linda com um homem desses... até limpa as vistas.

Amanda Morais enrijeceu o corpo. Não ousava olhar para trás, muito menos para o homem ao seu lado.

Suas orelhas estavam tão vermelhas que pareciam sangrar. Instintivamente, ela apertou o passo.

Bem na hora, o elevador chegou.

Ao entrar, ela hesitou por um segundo.

— Não tenha medo, estou aqui. — A voz suave, porém firme, acalmou instantaneamente os nervos de Amanda.

João Rios achava que ela estava muito diferente hoje.

Não tinha certeza se essa mudança era por causa do que ela havia passado de manhã.

Inconscientemente, Amanda se posicionou à esquerda de João e tocou o próprio lóbulo da orelha, que ainda ardia.

João arregalou os olhos de leve, surpreso.

Talvez nem ela mesma soubesse, mas o hábito que adquiriu após perder a memória era sempre ficar à direita das pessoas.

Antes, quando andavam juntos, ela sempre ficava à esquerda dele.

Os olhos escuros de João se estreitaram de leve. Sem demonstrar qualquer emoção, ele apertou o botão do subsolo 2.

— Amanda, a administração do prédio te deu alguma explicação sobre a falha no elevador hoje?

Pega de surpresa pela pergunta repentina, ela piscou antes de responder:

— Disseram que um gato de rua esbarrou em algum interruptor do quadro de energia. Não perguntei muitos detalhes, mas amanhã vou mandar reforçarem a manutenção.

— Entendi. — João assentiu.

De onde teria saído esse gato de rua?

E como um gato conseguiria a proeza de esbarrar logo no quadro de energia do elevador?

Em casa, Isaque Rios não parava de olhar para o relógio, completamente distraído.

Amanda se apressou em explicar. — Não foi nada disso, Isaque. Não culpe o seu pai. Caiu um cisco no olho da mamãe. Como o seu pai faria mal para mim?

O garoto soltou um "hmpf" para o pai, ainda cético. — É mesmo?

— Mamãe, se o papai te tratar mal, você tem que me contar, tá?

Sandro chamou todos para a sala de jantar. A comida estava na mesa.

A escola de Isaque tinha dado três dias de folga, e ele queria viajar com a mãe.

— Mamãe, vamos pra Cidade V?

A respiração de Amanda falhou.

Foi justamente em uma noite na Cidade V que ela havia engravidado dele.

Instintivamente, Amanda rebateu: — A mamãe e o papai já foram para a Cidade V. Que tal a gente ir pra Cidade X? Lá também é quentinho e tem praia.

O olhar de João escureceu no mesmo instante.

Como ela sabia que eles tinham ido à Cidade V?

Então, ela já havia recuperado a memória completamente. Certo?

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