"Você vai?" Renan lançou-lhe um olhar frio e indiferente.
Irineu apressou-se em esquivar-se: "Presidente, eu ainda tenho algumas pendências para resolver."
"E quem não tem?" Renan retrucou, deixando clara sua posição.
"E se a senhora não for encontrada..." Irineu hesitou, como se esperasse uma resposta afirmativa.
Renan respondeu de maneira imparcial: "Será tratado como deve ser tratado."
"Então, até aquele prejuízo de doze milhões, o senhor vai pedir que ela reponha?" Irineu continuou testando.
"Não deveria?"
Irineu já havia entendido a postura de Renan e, sentindo-se um pouco mais aliviado, concordou: "Desta vez, realmente, a senhora foi um pouco negligente."
Renan percebeu algo em sua expressão e, de repente, perguntou: "Por que eu não estava sabendo da manutenção do sistema de monitoramento do departamento financeiro?"
Irineu foi pego de surpresa, e respondeu um pouco nervoso: "Eu também só fiquei sabendo depois."
"Qual departamento era responsável?" Renan perguntou como se já soubesse a resposta.
Irineu respondeu com cautela: "O departamento de logística."
"Eles não te enviaram o formulário de solicitação?" Os olhos profundos de Renan pareciam enxergar tudo.
Irineu sentiu um calafrio inexplicável nas costas e curvou-se quarenta e cinco graus, explicando: "Presidente, foi minha falha, o formulário foi enviado depois, isso nunca mais acontecerá."
Embora o departamento de logística tivesse um responsável, todos os trabalhos eram articulados com Irineu.
Para ser claro, Irineu era o verdadeiro responsável pelo departamento de logística.
"E sobre aquela conta, como está a investigação?" Renan mudou de assunto novamente.
[E agora, o que faço?]
[Nada, a culpa vai cair toda nas costas da Katarina.]
[Será que o presidente vai suspeitar?] Era a primeira vez que Sabrina fazia algo assim, era natural ficar nervosa — não apenas nervosa, mas também com medo.
Como chefe do departamento de joias, ela estava acostumada a ouvir sobre compras de milhões, até de centenas de milhões, mas aquele dinheiro nunca teve nada a ver com ela, muito menos entrava em seu bolso.
Mas desta vez era diferente: daqueles doze milhões, descontando as taxas das contas no exterior, metade estava com ela.
A pessoa do outro lado sabia do nervosismo dela, mas, como estavam no mesmo barco, precisava acalmá-la: [Já investiguei com o Irineu, o presidente está certo de que foi falha da Katarina, não vai sobrar nada para nós.]
Diante dessa resposta, Sabrina conseguiu relaxar um pouco: [Entendi.]
[Nesses próximos dias, vamos ser discretos. Melhor não nos encontrarmos.] O outro avisou.

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