【Tudo bem.】
Sala de reunião número seis.
A tarde inteira se passou sem nenhum progresso.
Vendo que o céu lá fora já escurecia, Katarina largou o celular, querendo dar um descanso aos olhos.
De repente, ouviu-se uma batida na porta, seguida por uma voz familiar.
"Diretora Serpa?"
"Santiago." Katarina ficou surpresa ao ver quem entrava, "Por que você ainda não foi embora?"
Santiago se aproximou dela carregando uma bolsa térmica e perguntou: "Já comeu alguma coisa?"
"Não estou com fome ainda." Na verdade, Katarina não sentia fome; sua mente estava totalmente voltada para encontrar o fornecedor ideal.
Santiago colocou a bolsa térmica sobre a mesa, abriu e tirou alguns potes descartáveis com comida. "Trouxe jantar para você. Coma enquanto está quente."
Ele, atencioso, ainda tirou um garfo e o entregou a ela.
Por um instante, Katarina sentiu o coração aquecer, mas ao mesmo tempo, um leve amargor tomou conta de seu peito.
Ela estava no departamento financeiro havia cinco anos. Muitos ali trabalharam ao seu lado durante todo esse tempo. Ela nunca explorou ninguém, mesmo nos períodos mais atarefados, assumia para si a maior carga de trabalho e tentava garantir intervalos de descanso para todos.
No fim, tudo o que recebeu em troca foi a traição de todos.
Vendo que Katarina demorava a pegar o garfo, Santiago simplesmente colocou o utensílio em sua mão. "Coma logo, se esfriar pode lhe fazer mal."
"Obrigada." Katarina abaixou um pouco a cabeça, um sorriso amargo despontando em seus lábios.
De repente, Santiago falou com seriedade: "Diretora Serpa, eu acredito em você. Tenho certeza de que nunca faria nada irresponsável."
"Embora eu não saiba por que eles mentiram para te prejudicar, eu não farei o mesmo."
Enquanto a verdade não viesse à tona, era mais seguro ficar na dela.
Santiago respondeu, despreocupado: "Se for preciso, eu peço demissão."
"Não diga uma coisa dessas." Katarina desaprovou, "Muita gente dá tudo de si para conseguir uma vaga na MIC."
Santiago não se importou: "Você mesma disse que sou jovem. Posso tentar outras coisas."
Katarina ficou grata por sua confiança, mas não queria que ele agisse por impulso. "Agradeço seu apoio."
"No que está trabalhando? Deixe-me ajudar." Santiago olhou para a pilha de documentos de fornecedores sobre a mesa.
Katarina recusou delicadamente a oferta. "Não precisa, obrigada pelo jantar. Pode ir para casa."
Santiago insistiu em ficar para ajudar: "Eu moro sozinho, não tenho nada para fazer em casa."
"Me diga, em que posso ajudar?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando Perder a Luz