Katarina viu o vestido vermelho nas mãos dele e fez uma careta de desaprovação. "Vermelho?"
Vermelho não parecia exatamente sinônimo de discrição, certo?
"Você não queria algo discreto?" Katarina não pôde deixar de lembrá-lo.
Renan também não tinha muita opção. "De manga longa, só sobrou esse."
Katarina ficou em silêncio. Para conseguir se divorciar dele sem problemas, mesmo contrariada, teria que aceitar.
Quando estava prestes a fechar a porta novamente, percebeu que teria dificuldade para fechar o zíper daquele vestido sozinha. Então pediu: "Pode chamar um atendente para entrar, por favor?"
Renan franziu o cenho, sem entender por que ela sempre tinha tantos problemas.
Katarina explicou: "Para me ajudar com o zíper."
Renan permaneceu calado. Ele não era uma pessoa?
"Troque primeiro," respondeu ele friamente.
Katarina achou que ele tinha entendido, mas depois de se trocar, não ouviu nenhum barulho do lado de fora.
Renan, vendo que já estava na hora, bateu na porta de novo. "Terminou?"
"O atendente chegou?" perguntou Katarina.
"Abre a porta."
Katarina pensou que alguém tivesse chegado, mas ao abrir, só viu Renan.
"Cadê?" Ela esticou o pescoço, olhando ao redor.
Renan segurou a porta com uma das mãos e, com seriedade, disse: "Eles estão ocupados, sem tempo."
"Você é a esposa do presidente da MIC. Não precisa tomar o tempo dos funcionários."
O que ele queria dizer com aquilo? Katarina não entendeu muito bem.
Logo em seguida, ele completou: "Vira de costas."
Katarina pareceu entender. Ele queria ajudar pessoalmente com o zíper?
O problema era que ele nem perguntou se ela queria, simplesmente tomou a decisão por ela.
Fora os poucos dias do mês em que dormiam juntos, praticamente não havia contato físico entre eles, e ele nunca a abraçara espontaneamente.
De repente, o toque de um celular interrompeu o clima. Renan soltou a cintura dela.
Katarina também se recompôs, dando dois passos para frente para manter distância.
Renan viu quem estava ligando e saiu para atender do lado de fora.
"Alô."
"Renan, onde você está? O show vai começar!" Ângela perguntou, aflita.
Ela já tinha procurado por toda a escola e ligado várias vezes, mas só agora conseguiu falar com ele.
Renan respondeu: "Podem começar."
"Mas onde você está?" Ângela insistiu.
Renan respondeu casualmente: "Tive que voltar para a empresa."

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