— Não é verdade, irmão, não estou mentindo. Tudo o que eu disse é verdade. Eu errei, eu realmente sei que errei, nunca mais ousarei. De agora em diante, farei tudo o que você disser, não vou mais cobiçar a posição de herdeiro. — Pedro se arrastou de joelhos até Magnus, abraçando a perna da cadeira de rodas e chorando copiosamente.
Letícia, vendo Pedro implorar sem o menor pingo de dignidade, ficou atônita.
Ela jamais faria algo tão humilhante.
Magnus sorriu.
— Letícia, você ouviu? Meu irmão aqui diz que seu irmão de fato queria acabar comigo na África.
Letícia sabia que, por mais que tentasse se justificar, Magnus não acreditaria nela, então parou de fingir.
— E daí? O avô deu um prazo de três meses, era cada um por si na disputa pela herança. Agora que meu irmão não conseguiu te matar, você vai querer me matar?
Ela disse com desdém.
— Magnus, por mais poderoso que você seja, você não pode matar ninguém! Se fizer isso, você também vai para a cadeia!
Antes que Magnus pudesse responder, ela continuou.
— Se você matasse um qualquer, um zé-ninguém, tudo bem. Pagaria uma indenização para a família, ou talvez o avô arranjasse alguém para assumir a culpa por você. Mas se você me matar, meu pai e meu irmão não deixarão por menos!
— Eu tenho meu irmão e meu pai me apoiando. Mas você, Magnus, não tem mais ninguém. Sua mãe está morta, e seu pai e seu irmão também querem sua vida! Então, mesmo que você morresse na África, no máximo o avô lamentaria a perda de um herdeiro promissor. Ninguém se vingaria por você. Mas comigo é diferente. Meu pai e meu irmão irão até o fim!
Depois de dizer tudo aquilo, Letícia não acreditava que Magnus ousaria fazer algo contra ela.
Ao mencionar sua falecida mãe, os olhos escuros de Magnus se tornaram ainda mais sombrios.
— Você se esqueceu de mim.
De repente, Lívia, que até então apenas observava a cena, se manifestou.
— Eu sou o apoio de Magnus. Se algo acontecer com ele, serei eu a pessoa que irá até o fim para vingá-lo.



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