Letícia, enfurecida, exigiu de Lívia.
— Diga logo! O que diabos você me deu para comer?
Seu olhar era, como sempre, desdenhoso.
Lívia, cansada daquela atitude, não hesitou e desferiu-lhe um tapa no rosto.
O golpe foi ainda mais forte que os de Renato, derrubando Letícia no chão.
O elástico de seu cabelo se soltou, e seus cabelos se espalharam.
Lívia pisou em seu abdômen, olhando-a de cima.
— Já que está em nossas mãos, deveria entender sua situação e como se portar. Se quer viver, implore por sua vida como aquele ali, de joelhos. Não fique gritando comigo.
Pedro, o alvo da indireta, cerrou os punhos com força, mas permaneceu em silêncio.
Ele queria viver, por isso não ousava ser arrogante.
Desta vez, Letícia ficou completamente furiosa.
Desde criança, ninguém jamais a humilhara daquela maneira.
Ela rangeu os dentes, encarando Lívia com ódio.
— Lívia, eu não acredito que você tenha coragem de me matar! Mas eu, se tiver a chance, com certeza vou te matar!
Lívia então estalou os dedos.
A expressão de Letícia, que até um momento antes era de puro desafio, de repente se contorceu em dor.
Seu belo rosto se deformou.
Ela tentou levar as mãos ao abdômen, mas, com os pulsos e tornozelos amarrados, não conseguiu se mover livremente, contorcendo-se no chão como uma larva.
— Ah!
Dor.
Muita dor.
Uma dor lancinante, como se seus órgãos internos estivessem sendo devorados lentamente por vermes venenosos.
De joelhos no chão, Pedro observava a cena, atônito.
Somente quando Letícia estava prestes a desmaiar de dor, Lívia inseriu uma agulha em seu corpo, aliviando o sofrimento.
— É verdade, eu não tenho coragem de te matar. Mas posso fazer sua vida um inferno. — Disse Lívia. — E fazer você sofrer é muito mais interessante do que simplesmente matá-la. Como agora, essa sua expressão de dor é tão divertida.

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