Catarina se recuperou e assentiu rapidamente.
— Ah... Certo.
Dizendo isso, ela tirou o celular do bolso.
Seus dedos tremiam enquanto discava o número, o coração aos pulos, tentando adivinhar a gravidade da lesão do filho mais velho.
A reação dele não parecia ser de uma simples queda.
Será que alguém o agrediu?
Quem teve a audácia de aleijar a perna do seu filho!
Sempre foi o filho dela que intimidava os outros, quem ousaria intimidá-lo?
Enquanto pensava, viu seu segundo filho, Gabriel, e a filha adotiva, Beatriz, chegarem.
Catarina se apressou em perguntar:
— Gabriel, Beatriz, vocês sabem o que aconteceu com a perna direita do seu irmão?
Beatriz parecia constrangida.
Gabriel foi direto ao ponto.
— Com certeza foi aquela selvagem da Lívia!
Em seguida, ele contou à mãe sobre como foi à Estrela Mídia no dia anterior para se queixar ao irmão e como viu Lívia sendo desrespeitosa com ele na garagem.
Isso enfureceu Catarina.
— Ela está passando de todos os limites! Se foi mesmo ela, eu não vou perdoá-la!
Dizendo isso, ela cerrou os dentes.
— Investiguem! Descubram tudo imediatamente!
...
Lionel arrastou com dificuldade sua perna inutilizada até o quarto e fechou a porta com irritação.
Sentado na cama, ele levantou a perna da calça.
Olhando para sua perna direita, cujo tendão havia sido cortado, seu rosto se contorceu de dor.
O tempo passava, minuto a minuto.
Quando a paciência de Lionel estava prestes a se esgotar, uma batida na porta finalmente soou.
— Lionel, o médico chegou. — A voz de Catarina veio de fora.
O coração de Lionel se alegrou.
Ele lutou para se levantar e, arrastando seus passos pesados, foi até a porta.
Abriu-a de uma vez, permitindo que o médico idoso, carregando sua maleta, entrasse.
— Mãe, pode sair por favor. — Disse Lionel, tentando parecer calmo enquanto suportava a dor.
O médico balançou a cabeça, impotente, com uma expressão amarga.
— Senhor mais velho, eu nem consigo identificar o veneno. Como poderia saber que antídoto lhe dar?
O rosto de Lionel estava pálido.
Este médico idoso contratado pela família Barbosa era uma autoridade em todo o país.
Se nem ele conseguia diagnosticar o veneno, será que realmente não havia solução?
Muito tempo depois que o médico saiu, Lionel pegou o celular e discou um número.
— Sr. Vieira, conhece algum especialista em antídotos?
O Sr. Vieira era o dono da maior casa de leilões da Capital.
Sua rede de contatos era extremamente vasta, e ele conhecia muitas pessoas influentes.
Do outro lado, o Sr. Vieira respondeu:
— Conheço, sim. Em todo o país, o maior especialista em antídotos é, naturalmente, um mestre em venenos. Por quê? Alguém te envenenou?
— Sim, fui envenenado. Desde que eu encontre um especialista para curar o veneno no meu corpo, dinheiro não é problema.
O Sr. Vieira respondeu com dificuldade:
— Sr. Barbosa, o dinheiro não é o problema. O difícil é conseguir um encontro com essa médica especialista em venenos. Todas as vezes que ela me procura, é para leiloar novas ervas medicinais que ela mesma cultiva. Uma única planta vale pelo menos dez milhões. Ela realmente não precisa de dinheiro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Que Tal Ser Uma Herdeira?