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Que Tal Ser Uma Herdeira? romance Capítulo 933

A breve, porém intensa, semana de mel chegou ao fim. O jato particular aterrissou na Capital já às nove da noite. Lívia e Magnus foram primeiro para a casa da família Barbosa.

— Pai, mãe, trouxe uns produtos locais para vocês. Tem para a Adriana e para o mordomo também. — Lívia e Magnus depositaram as várias sacolas que traziam, repletas de doces, cogumelos secos e alguns artesanatos.

Fabiana sorriu. — Que bom, que bom. Mas vocês podiam ter comprado tudo isso pela internet, não precisavam se dar ao trabalho de trazer.

Lívia sorriu de volta. — Não é a mesma coisa. Isso se chama ritual.

Fabiana riu, cativada. Ver o rosto radiante da filha era a prova de que aquela semana de mel tinha sido muito feliz para ela.

Talvez fosse esse o significado do casamento.

De repente, Lívia sentiu algo roçar em seu tornozelo.

Claro, mesmo sem olhar, ela sabia o que era.

No entanto, quando abaixou a cabeça, viu apenas Neguinho e Branquinho.

Não havia sinal de Verdinho.

Lívia se agachou, acariciou a cabeça das duas pequenas cobras e perguntou, confusa: — Onde está o Verdinho?

Branquinho e Neguinho se entreolharam, com uma expressão de impotência.

Depois que Fabiana pediu a Adriana e ao mordomo que guardassem os presentes, ela explicou: — Nos dias em que você esteve fora, o Verdinho mal quis comer.

Lívia entendeu. O pequeno estava de mau humor.

Então, ela se levantou e gritou em direção ao andar de cima: — Verdinho, eu voltei!

Naquele exato momento...

Verdinho, que estava escondido na porta de um quarto no terceiro andar, espiando o andar de baixo, sentiu seus olhos brilharem ao ouvir a voz de Lívia, mas não desceu imediatamente.

*Humpf*, ele não ia perdoá-la tão facilmente!

Sentado no sofá, Magnus se levantou e disse: — Vou procurar o Verdinho. Continue conversando com seus pais.

Lívia assentiu. — Certo.

Ao ouvir isso, Verdinho voltou para o quarto, furioso.

*Humpf*, sua dona ficou tantos dias sem vê-lo e não sentiu nem um pingo de saudade!

Não demorou muito para que Magnus descesse.

Verdinho o seguia, mostrando os dentes e a língua, parecendo que algo desagradável havia acontecido.

— O que aconteceu com o Verdinho? — Lívia olhou para ele e perguntou.

Verdinho virou a cabeça. Ele queria reclamar, mas não sabia falar, só conseguia expressar sua raiva!

Aquele humano idiota tinha dito, com um sorriso no rosto, que se ele continuasse fazendo birra, acabaria empurrando sua dona de vez para os braços dele!

Impossível!

Sua dona jamais trocaria sua cobra por um homem!

Magnus sorriu. — Acho que ele está faminto.

Lívia concordou com um "hum". — A fome deixa qualquer um mais irritado.

Dizendo isso, ela se abaixou, pegou Verdinho e deu um leve peteleco em sua cabeça. — É o que dá por não comer direito em casa.

Verdinho não se conformou, mas não havia o que fazer. Apenas se esfregou na mão que Lívia acabara de usar para repreendê-lo.

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