— Eu também trouxe a comida dele. — Magnus entregou as aranhas liofilizadas que trouxera do quarto.
Lívia pegou-as, colocou algumas na palma da mão.
Verdinho lançou um olhar furioso para Magnus antes de engolir as aranhas de uma só vez.
Fabiana observava tudo com um sorriso satisfeito no rosto.
Enquanto isso, Valentim olhava para a esposa com o coração apertado.
Após passarem uma hora na casa da família Barbosa, Lívia e Magnus finalmente partiram.
Vendo a esposa parada na porta da mansão, olhando com relutância para o carro que se afastava, Valentim a abraçou pelos ombros para confortá-la. — Não fique triste, não é como se a Lívia nunca mais fosse voltar.
Fabiana respondeu: — A Lívia se casou, é um motivo de alegria. Por que eu estaria triste?
Sim, por que ela estaria triste?
Acontece que a sensação de ter acabado de reencontrar a filha e já vê-la formar sua própria família era algo a que Fabiana ainda não havia se acostumado.
Além disso, com a ausência da família de Eduardo Barbosa e até mesmo do Velho Senhor, que se mudara para o campo, a vasta mansão da família Barbosa parecia de fato um pouco vazia com apenas os dois.
Foi por isso que ela pensou em ter alguns animais de estimação, para trazer um pouco mais de vida à casa.
Mas não entendia por que Lívia lhe pedira para esperar um pouco. No entanto, confiava que a filha tinha suas razões.
Com esse pensamento, Fabiana bocejou. — Valentim, estou com um pouco de sono. Vou para a cama.
— ...Certo. — Depois que a esposa subiu para o quarto, Valentim de repente percebeu algo. Na última semana, Fabiana parecia estar dormindo mais e comendo mais que o normal.
Valentim não era uma pessoa particularmente perspicaz, mas o comportamento de sua esposa naquela semana estava realmente diferente.
Isso o fez pensar.

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