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Levaram Cecelia para o hospital e os médicos se apressaram para atendê-la. Assim que a colocaram no leito, Edward se afastou, mas ela insistia em segurá-lo. Rapidamente o médico que estava ao seu lado lhe aplicou uma injeção no braço e, assim que ela fechou os olhos, Edward saiu do quarto seguido por Chris. Do lado de fora do hospital, Edward acendeu um cigarro e ficou baforando a fumaça. E Chris disse, assim que se aproximou dele:
“Na verdade, achei que você quisesse deixá-la para trás. A propósito, por que trouxe Cecelia para cá? Poderia tê-la levado para um quarto para se tratar”.
Edward murmurou algo e respondeu:
“Não diga bobagens que mereçam uma boa surra”.
“Eu não me atreveria, mas parece que sua ex-esposa pode. Imagine ela fazer isso com sua amante? Ela quer morrer antes da hora? Mas ela parece ter mudado muito. Aquele gatinha mansa se transformou em uma leoa. O que você vai fazer agora?”.
Fazendo um sinal negativo com a cabeça, respondeu:
“Se isso continuar, terei que tomar providências contra ela. Ela não para de pisar nos meus calos”.
Chris deu de ombros e disse:
“Duvido que ela não fará nada se Cecelia a prejudicar. Pelo discurso dela, parece que sua amante é a culpada. Você não pode domar essa leoa? É melhor agir rápido antes que o leão a devore”.
Edward deu um suspiro e jogou o cigarro no chão, apagando-o com o pé. Depois, retornou ao prédio do hospital e Chris foi atrás.
“Volte para casa! Você deve estar cansado. Eu cuido de tudo aqui”.
Concordando com suas instruções, Chris parou de segui-lo e foi embora de carro. Estando agora sozinho, Edward seguiu para o quarto e ficou parado perto da porta. Depois, recostou-se na parede com as mãos nos bolsos.
'Por que você faz coisas que me deixam impotente? Quando você vai parar com essa brincadeira infantil? Sempre coloquei a culpa nela, mas agora não sei mais o que pensar. O que você não faria para machucar aquela mulher? Ela já sofreu o suficiente da nossa parte e, portanto, é justo que se vingue'.
Nesse momento, uma enfermeira se preparava para entrar no quarto. Ficou parada diante de Edward e perguntou:
“Você é o responsável pela Srta. Cecelia?”.
Ele assentiu e a enfermeira lhe mostrou um papel com instruções:
“É necessário assinar isto. Ela tem tanto sangue que queremos colher para o nosso banco de doação. Assim, ela poderá receber sangue gratuitamente sempre que precisar. Outra pessoa com vínculos afetivos a ela também terá o mesmo benefício. Se estiver de acordo, por favor, assine aqui”.
Um tanto atrapalhado, ele olhou para a enfermeira e perguntou:
“Vocês fizeram algum teste que ateste que ela pode doar sangue?”.
Enquanto a enfermeira se afastava e analisava seus papéis, esbarrou em alguém que se levantava abruptamente de um banco ao lado da parede. Após se desculpar pela atitude desastrada, a pessoa rapidamente se prontificou para recolher os papéis que tinham caído.
Assim que a enfermeira agradeceu pela ajuda e já se preparava para sair, a pessoa a impediu de seguir, segurando sua mão. Depois disso, tirou o capuz e lhe perguntou:
“Por que ele não para de perguntar se Cecelia está bem? Sou irmã dela e estava indo visitá-la, mas acho que entrei no quarto errado. Espero que Edward não tenha incomodado muito você?”.
Com um aceno de cabeça, a enfermeira disse:
“Acho que ele está apenas preocupado com a saúde dela. Imagine que ele ficou perguntando se ela estava infectada com algum vírus? Mas, de novo, acho que algo está errado. A moça pode ter mentido para ele sobre estar infectada com um vírus, pois ele parecia muito bravo. Ele deveria se alegrar que ela está bem, não deveria?”.
Depois de concordar com a enfermeira, a pessoa agradeceu e ficou olhando para trás até a enfermeira desaparecer numa curva. Em seguida, colocou o capuz e sussurrou para si:
“Parece que ele finalmente abriu seus olhos para o perigo que ela representa”.
Alexia olhou para trás e viu Edward socando a parede, com a mão cheia de gotículas de sangue. Nesse momento, ela respirou fundo e, assim que ele se preparava para olhar em sua direção, ela se virou para afastar-se, pois estava a poucos passos de distância.
Tomando coragem, ela murmurou para si: 'Alexia, vá embora!'.

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