As madames que estavam debochando instantes atrás logo mudaram de expressão ao verem Arthur e Sophia. Umas elogiavam a beleza de Sophia, outras elogiavam seu vestido e colar. Praticamente a adulavam como se fosse ela a Sra. Ferreira.
Helena fingiu não ver e fez sinal para o leiloeiro continuar.
Quando o foco de luz incidiu sobre o diamante rosa no palco, um olhar gélido se fixou nela.
As pessoas também começaram a sussurrar.
— Esse não é o anel de noivado que o Sr. Ferreira deu para a Sra. Ferreira? Lembro que até saiu no jornal na época. O que aconteceu?
— O que mais seria? Ela nem quis mais o anel de noivado, parece que...
Helena, em pé ali perto, ignorou tudo e gesticulou para que o leiloeiro começasse.
O leiloeiro disse: — Lance inicial: 1,2 milhão de reais. Acréscimos de cem mil reais. Podemos começar.
Mas o salão inteiro permaneceu em absoluto silêncio. Ninguém levantou as plaquinhas.
Foi então que ela percebeu: todos estavam com medo de Arthur e não ousariam comprar o diamante rosa.
Como presidente da Fundação de Caridade, ela não podia dar lances. Olhando para as adoráveis crianças inocentes sentadas no sofá, ela estava queimando de ansiedade. De repente, lembrou-se de David Soares. Ela pegou o celular e ligou para ele: — David, você pode arrematar um diamante rosa por mim? Mais tarde, eu transfiro o dinheiro para você.
— Claro que posso, Helena.. — A voz de David mal havia soado em seu ouvido...
Quando uma voz límpida e profunda ecoou no grande salão: — Um milhão e trezentos mil.
Ela olhou na direção do som e viu um homem alto e esguio de pé, contra a luz.
Ele vestia um sobretudo cinza-escuro. A camisa branca e a calça social preta delineavam o seu corpo musculoso, e ele caminhava a passos firmes e com a cabeça erguida em direção a ela.
Seu ar era etéreo, semelhante a uma lua brilhante no alto, e seus olhos escuros eram profundos e frios.
Ela teve uma vaga sensação de que o conhecia.
No entanto, aquele era apenas o terceiro encontro deles.
— Enzo Rossi? É o terceiro jovem mestre da família Rossi, que acabou de assumir no Grupo Rossi, vindo do exterior. Ele voltou há duas semanas e meu marido está há quinze dias mandando convites sem conseguir que ele aceite! E pensar que esse chefão da tecnologia de perfil baixo apareceu na Fundação de Caridade da família Ferreira. O Grupo Ferreira e o Grupo Rossi vão colaborar em algum projeto grande?
— Não ouvi nada sobre isso! Mas a aliança de dois gigantes vai fazer o PIB de Costa do Mar decolar! Quem dera a minha família pudesse se juntar a eles.
— Uau, como ele é lindo!
— Descobri que ele já foi da Força Aérea, de uniforme deve ficar ainda mais gato!
— Pena que a personalidade dele é fria, não é de se aproximar facilmente.
Helena ouviu as madames babando e viu os repórteres fotografando Enzo Rossi, alucinados. Ao recobrar a compostura, perguntou: — David, o Sr. Rossi veio à Fundação de Caridade. Foi você quem o convidou?
— A família Rossi gosta de causas filantrópicas. O Sr. Rossi perguntou sobre o evento, então recomendei a Fundação de Caridade Ferreira. — David respondeu positivamente.
— Obrigada, David.
Ela desligou o telefone e foi até Enzo, entusiasmada, estendendo-lhe a mão: — Sr. Rossi, bem-vindo!

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