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Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor romance Capítulo 15

De repente, estrondos soaram em seus ouvidos: "Bang, bang, bang".

Grandes fogos de artifício iluminaram o céu de Costa do Mar, abafando os murmúrios dela.

Os convidados saíram do salão e foram em direção ao terraço de observação.

Era um presente de agradecimento que ela preparara para os convidados.

— Sr. Ferreira, por favor, não culpe a Sra. Ferreira. Não havia itens suficientes para o leilão, foi uma ideia de última hora que ela teve. — Alice se aproximou, explicando nervosa. — Mas ela tinha certeza de que o senhor arremataria e daria de volta a ela.

Graças à explicação de Alice, Arthur deu um passo à frente, puxou a mão de Helena, tirou o diamante rosa da caixinha e enfiou em seu dedo anelar. A voz dele a repreendia: — Se não havia itens suficientes para o leilão, deveria ter procurado o Carlos.

— Este anel representa o status de senhora da família Ferreira.

— Não tire isso.

Parecia que eles haviam voltado ao passado.

A imagem de quando ele a pedira em casamento surgiu em sua mente.

As duas famílias marcaram a data do casamento e a festa de noivado foi apenas uma formalidade.

Embora ele não tivesse se ajoelhado para pedi-la, quando pegou o diamante rosa e o colocou no dedo anelar dela, ela ainda se emocionara profundamente.

E agora, o anel era apenas um símbolo da sua posição como Sra. Ferreira.

Assim como ela não passava de um enfeite para ele.

— Arthur, eu quero esse diamante rosa.

— Irmã, empresta pra mim usar por uns dias, tá bom?

A voz de Sophia chegou até eles.

A mão de Arthur, segurando o diamante rosa, parou na falange do dedo de Helena. Ele perguntou em voz baixa: — A Sophia gostou, deixe ela usar por uns dias.

De repente, ela achou tudo aquilo tão ridículo.

Um segundo antes, isso era um símbolo de status, e ele a havia repreendido por vendê-lo.

Mas bastava Sophia abrir a boca para que nada mais importasse.

Ela recuou a mão, virou-se e foi embora.

Os cinco milhões já tinham sido pagos; o anel não era mais dela. Arthur podia dá-lo a quem ele quisesse.

Ela nem queria mais a posição de Sra. Ferreira, quanto mais um anel de diamante.

Helena voltou à sala de descanso nos bastidores e mal tinha se sentado quando Sophia abriu a porta. Com a mão na altura da clavícula, a outra exibia o diamante rosa em seu dedo anelar, desfilando com o triunfo estampado no rosto.

— Não foi emprestado; o Arthur disse que é um presente para mim.

— Irmã, sua aliança de casamento é minha, o seu homem também vai ser meu.

— Você é tão incompetente e patética quanto a sua mãe.

Ao escutar a provocação, Helena ergueu a mão e desferiu um tapa no rosto de Sophia. Antes que a outra pudesse reagir, ela arrancou-lhe o colar de rubis com força, fazendo Sophia ganir de dor: — Você ficou louca?

Os passos calmos dele passaram de raspão pelo corpo trêmulo de extrema fúria de Helena. Ele se curvou para ajudar Sophia a levantar.

Ao lançar-lhe um olhar, ele exibia apenas indiferença. — É só um colar. Vale a pena causar toda essa confusão?

Ao escutar aquilo, as lágrimas invadiram os olhos dela, sem que pudesse controlar. — Era o único pertence da minha avó. A única coisa que sobrou para mim e para minha mãe.

Ela já não ligava para o casamento, nem para o quanto ele iria proteger Sophia.

Mas como ele podia anular o valor de sua existência com um simples "é só um colar"?

Ela reprimiu as próprias emoções e seus olhos ficaram gélidos. — Isso não ficará assim!

Ela tirou o celular para ligar para a polícia, mas sua mão foi detida por Arthur.

— Peça desculpas para sua irmã — ele ordenou a Sophia.

Sophia, mesmo contrariada, não teve coragem de desobedecê-lo. — Irmã, me desculpe.

— De que adianta pedir desculpas...

Helena começou a se debater quando o ouviu dizer: — Vou pedir ao Carlos para levar o colar até a Joalheria Queiroz, e os melhores artesãos vão consertar.

Por um instante, ela pareceu desorientada ao olhar para ele. — Eu mesma levarei até os Queiroz. Não precisa se meter.

— Mas a Sophia vai ter de pagar por isso.

— Arthur... — Sophia o chamou com voz frágil e coitada.

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