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Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor romance Capítulo 234

O quarto ficou em silêncio.

O olhar de Arthur recaiu sobre Helena e, por um momento, ele hesitou.

Mas o projeto médico era o maior planejamento do Grupo Ferreira nos últimos anos e não podia sofrer imprevistos.

A Farmacêutica Alencar era a chave.

A Helena não tinha se machucado.

Pensando nisso, ele respondeu baixo: — Sr. Rossi, o que é preciso fazer para perdoar a Sophia?

Ao ouvir isso, a mão de Helena caída ao lado do corpo se fechou em um punho e foi segurada por Joana.

Ela levantou a cabeça e deu um sorriso para indicar que estava bem. Seu olhar cruzou bem com o de Enzo.

— Venha cá.

Ele quase deu uma ordem. Seus olhos negros pareciam tingidos por uma escuridão sem fim.

Sem saber o motivo, ela obedeceu e foi até ele.

Sua mão foi puxada e então uma pequena faca prateada apareceu em sua palma.

— Vá e corte o rosto dela. — A voz dele estava baixa e bonita como de costume, sem emoção nenhuma.

— O quê?

Ela murmurou chocada, encontrando os olhos sérios de Enzo.

No quarto, todos ficaram assustados com Enzo.

Menos Heitor.

O irmão mais novo conseguiria se tornar herdeiro justamente por ser muito parecido com o pai: decicivo e impiedoso. Ninguém podia machucá-lo sem pagar um preço.

— Enzo, as duas famílias ainda vão cooperar, não faça algo tão extremo. A Sra. Ferreira nem fez questão de cobrar isso...

Enzo levantou a mão machucada e respondeu com voz mansa: — Heitor, cuidado ao tomar o lado de fora, pode torcer o braço.

Heitor não conseguiu dizer mais nada.

— Vá.

Enzo abaixou a mão. Ondas surgiram nos seus olhos negros, encarando-a intensamente: — Se não quer continuar sendo humilhada, se defenda.

Nesse momento, ela olhou para Enzo, atordoada.

Alguém já havia dito essa frase para ela antes.

Lembrou-se de tudo o que Sophia já tinha feito no passado, e que se aquele ácido de agora tivesse caído nela, teria sido corroída. E Enzo realmente teve a mão ferida.

Ela apertou o cabo da faca e seu olhar ficou aos poucos mais duro.

Sophia viu a faca se aproximando, levantou do chão de repente e se jogou contra Helena.

Foi quando a mão grande de Enzo tocou nas costas de Helena e ele deu um leve empurrão.

A lâmina prateada perfurou a carne e um sangue vivo pingou do braço de Sophia.

O grito agoniado de Sophia soou na orelha no mesmo instante.

Tudo aconteceu muito rápido, rápido demais para que Helena ou qualquer outra pessoa pudesse reagir.

O corpo dela formigou e o coração disparou. Tinha a satisfação da vingança, mas também o susto de ferir alguém. Ela só ficou lá parada.

— Arthur... Arthur... — Sophia gritou tristemente, em um estado miserável como um cão abandonado prestes a morrer.

O ferimento no braço foi pressionado por Arthur.

Arthur não olhou para ela, olhou para Enzo com frieza e com um aborrecimento muito claro nos olhos.

Aquele homem...

— Srta. Alencar, se tiver ressentimentos por esse corte e quiser vingança, lembre-se de vir atrás de mim.

Quando as palavras de Enzo pesaram no ar, Helena voltou a si e olhou para ele sem perceber.

— Então tome cuidado. — Joana estava furiosa: — Julia, e você também, segurança, vejam se ficam mais perto.

Julia e Lince acenaram com a cabeça.

O olhar de Helena se voltou para o quarto sem perceber. Através da fresta da cortina, ela encontrou os olhos de Enzo. O olhar dele parecia atravessar as quatro estações.

Ela abaixou os olhos e saiu seguindo Carlos.

O celular tocou quando ela saiu do hospital.

Viu que era uma ligação do Oficial Souza.

— Entrem no carro primeiro. — Ela dispensou Carlos e os outros antes de atender.

— Sra. Ferreira? Estava me procurando.

— Oficial Souza, os arquivos do Sr. Rossi foi você quem entregou. Lembra de ter colocado duas fotos a mais, minhas com o Sr. Ferreira? — Helena perguntou.

— Não. — Oficial Souza respondeu. — O que dei para ele foi exatamente a mesma coisa que dei para você.

Ela lembrou que o documento de Enzo era mais detalhado que o que Souza deu a ela, com informações de uma investigação própria. As fotos deveriam ser dele mesmo.

Agora só havia uma maneira de descobrir se as fotos que o Enzo encontrou eram verdadeiras.

Ela respirou fundo levemente: — Pode me enviar agora as filmagens da ambulância daquela época?

— Posso sim. — Souza desligou.

Enquanto esperava, ela ficou andando de um lado para o outro na entrada do prédio de internação. Seu olhar varreu para o andar de cima e ela esbarrou por acaso com o olhar investigador de Clarissa pela janela.

O celular apitou naquela hora.

Ela desviou o olhar, abriu o Whatsapp de Souza e deu play no vídeo das câmeras.

Arthur a colocou na ambulância. O terno limpo e bem arrumado dele foi sendo pintado pelo sangue dela...

Suas pupilas contraíram em choque!

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