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Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor romance Capítulo 521

Helena observava as feições bonitas de Pietro, mas a pessoa que sempre surgia em sua mente era Enzo: — Sinto muito...

Antes que ela terminasse, o celular em sua bolsa tocou.

Pietro soltou sua mão: — Atenda o telefone primeiro.

— Certo.

Helena pegou o celular e viu que era sua mãe. Atendeu rapidamente, sentindo uma leve ansiedade.

Havia avisado que dormiria na casa de Joana aquela noite. Se não fosse nada importante, sua mãe não ligaria.

— Mãe?

— Helena, venha rápido para a Delegacia de Polícia!

— Chego já!

Helena desceu do balanço nervosa, e como havia bebido bastante, não conseguiu se equilibrar direito. Pietro segurou seu braço.

— O que aconteceu?

— Meu filho... — Ela o olhou, assustada. — Brigou com alguém e foi parar na delegacia...

— Eu vou indo!

Helena o empurrou para sair, mas ele a segurou mais firme, puxando-a de volta.

— Você bebeu muito, não pode dirigir.

— Posso pedir a um motorista.

— Eu também estou de saída, vou levar você — disse Pietro.

— Não precisa. — Helena tirou a mão dele de si.

Mas ele a segurou novamente.

Antes, a mão dele apenas repousara levemente sobre o dorso da mão dela segurando a corda do balanço, mas agora a envolvia completamente.

— Helena, agora estou me preocupando com você e com seu filho como um amigo.

— Se eu estivesse bêbado e a minha filha brigasse com outras crianças, tenho certeza de que você também ajudaria se visse — disse Pietro calmamente.

Helena viu Joana e Bruno se aproximando com expressões preocupadas, como se fossem perguntar o motivo. Em um dia tão bom, ela não queria estragar o humor deles com seus problemas, e não tinha tempo para discutir com Pietro. Retirou a mão: — Tudo bem, obrigada.

— Joana, nós já vamos.

Joana viu os dois saindo juntos e imediatamente sorriu, virando-se para Bruno: — Pronto, seu amigo perdeu a chance.

Limusine Imperial L9, no banco de trás.

O corpo de Helena estava mole devido ao álcool, mas sua mente estava excepcionalmente clara, lembrando que a mãe havia mencionado no telefone que uma garotinha estrangeira tinha pulado o muro e entrado em casa...

O rostinho delicado de Kristin apareceu em sua mente.

Sua mente estava confusa e seu coração doía ainda mais.

Se ele tinha dito para não aparecer, por que continuava aparecendo...

— Não fique nervosa, é normal crianças brigarem — Pietro confortou.

— Uhum.

Helena apertou o coração.

Mas Léo não era uma criança qualquer.

Ela ficaria triste, de coração partido, até mesmo...

Helena cobriu o coração suavemente. Não conseguia enganar a si mesma.

Ele a havia beijado à força, e ela ainda tinha sentimentos.

Mas eles nunca poderiam voltar a ser o que eram.

As lágrimas escorreram e ela ergueu a mão para limpá-las.

Chegaram.

— Obrigada, Secretário Valente.

Helena desceu, fechou a porta e entrou na delegacia a passos largos. Assim que entrou, viu dois grupos de pessoas puxando suas respectivas crianças, e no meio estava seu golden retriever, [Dengo].

Cada criança suja puxava uma orelha do cachorro. Ao vê-la entrar, [Dengo] choramingou de dor.

— É meu cachorro!

— É meu!

Helena rapidamente se aproximou, afastou as mãos de Léo e Kristin e protegeu [Dengo] atrás dela.

— Mamãe! — Léo se jogou em seus braços.

Helena abraçou Léo e, sem perceber, seu olhar encontrou Raul e Lince. Os dois abaixaram a cabeça, envergonhados, e recuaram puxando Kristin.

Um policial se aproximou naquele momento.

— Sra. Martins, essa menininha afirma que esse cachorro é dela.

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