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Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor romance Capítulo 522

— Mentira! É o meu cachorro!

— Ela é uma ladra, pulou na minha casa e roubou o meu cachorro! — Léo gritou alto.

O menino inteiro estava vermelho de tanta raiva.

Helena o abraçou rapidamente, dando tapinhas suaves em suas costas para acalmá-lo. — Fale com calma.

Vendo Helena protegendo e se importando tanto com Léo.

Kristin se sentiu péssima e começou a ficar ansiosa. — É o meu cachorro.

— Eu até tenho fotos dele.

Ela tirou uma foto de sua bolsinha fofa e mostrou a todos.

Era uma foto de [Dengo] pulando para pegar um frisbee. No canto da imagem, havia um homem bonito sorrindo para quem tirava a foto.

Foi ela quem tirou.

As memórias vieram à tona...

Helena fechou os olhos com desconforto, abrindo-os em seguida, já muito calma, prestes a falar.

Uma voz distante soou em seus ouvidos.

— Então, vamos chamá-lo. A quem ele obedecer, é o dono.

Helena levantou o olhar e viu Pietro.

Ele não tinha ido embora.

Ao vê-lo se aproximar, os policiais não puderam deixar de fazer uma saudação militar.

Ele também retribuiu a saudação.

Ela lembrou que Joana havia dito que os membros da família Valente precisavam servir ao exército antes de entrar para a política. Provavelmente, ele já tinha sido militar.

Inexplicavelmente, ela pensou em Enzo de novo.

— Tudo bem!

Léo concordou na mesma hora, trazendo a atenção dela de volta.

Kristin, não querendo ficar para trás, assentiu.

Os policiais não se opuseram.

Uma questão pequena, envolvendo duas crianças de quatro ou cinco anos, seria resolvida de forma simples.

[Dengo] foi conduzido por Helena e posto de pé do outro lado do saguão.

As duas crianças estavam de pé no lado oposto, se encarando com hostilidade.

— Dengo, venha aqui!

Léo chamou primeiro.

Kristin se aproximou, abraçou [Dengo] e tirou uma Placa de Identificação da bolsinha para colocar no pescoço do cão: — Dengo, Dengo, agora você é meu...

A placa que ela fez na época, ele havia dado para a filha dele com outra mulher.

Helena levantou a cabeça bruscamente, encontrando os olhos escuros e insondáveis de Enzo, que a olhavam de cima.

— Não, é mentira, é o meu cachorro... — Léo começou a chorar nos braços dela. — Mamãe, é o meu cachorro...

Helena virou-se e consolou baixinho o filho: — A mamãe compra outro para você, tá bom?

— Não, não quero! — Léo repentinamente se soltou dos braços de Helena e correu até Enzo, abraçando [Dengo].

Vendo Enzo olhando para Léo.

O coração de Helena subiu à garganta, ela caminhou rapidamente até lá, agachou-se e tentou puxar Léo.

Mas Léo abraçou o pescoço dela.

O menino de quatro anos, abraçando o [Dengo] com uma mão e Helena com a outra, parecia estar marcando território, olhando para Kristin: — É o meu cachorro, é a minha mãe, e não sua.

Kristin estendeu a mão e empurrou Léo: — Mentira!

— É o meu cachorro e é a minha mãe!

Helena segurou Léo e olhou chocada para Kristin.

Com os olhos avermelhados, deixando cair lágrimas sem parar, a garotinha caminhou até Helena e segurou a mão dela: — Mamãe, você é a minha mãe.

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