— O que aconteceu com minha mãe? —
Brendan olhou para ele, totalmente surpreso. A voz de Sean tremeu um pouco, mas seus olhos mantinham um olhar claro e esperançoso. Deliciado por ouvir a voz do filho, o magnata se acalmou e olhou para trás:
— Deirdre é sua verdadeira mãe. —
Até Deirdre estava surpresa, pois aquela era a primeira vez que via Sean falar. Por isso, sentiu sua mente zumbir. Quando ela voltou à realidade, estendeu a mão.
— É verdade, Sean, eu sou sua mãe, venha aqui. —
Os olhos do menino continham um suave espanto. Ele era bastante inteligente e talvez tenha percebido a verdade, no caminho para lá. Assim, seus sentimentos eram uma mistura de felicidade e satisfação. Tudo o que ele mais queria era que Deirdre fosse sua mãe.
Sendo criança, ele deu alguns passos, mas não conseguiu conter as lágrimas, segurando Deirdre com firmeza.
Deirdre suprimiu sua própria vontade de chorar e se agachou, enxugando as lágrimas.
— Você me perdoa por ter demorado tanto para aparecer? —
Sean balançou a cabeça freneticamente.
— Fico feliz que você tenha aparecido. —
Deirdre o abraçou com força e Brendan se aproximou, envolvendo os dois em seu abraço.
Quando trouxeram Sean para conhecer Arthur, o político fazia as malas alegremente. Quando viu Sean e Tilly, seu rosto se iluminou com um grande sorriso.
— Por que essas crianças tinham que ser tão fofas? Agora eu nem quero mais embora. —
— Então fique conosco por um tempo. Você pode ir para Alnwick a hora que quiser. —
Arthur segurou a mão de Tilly e se decidiu:
— Você está certa, vou ficar mais alguns dias antes de partir. A felicidade familiar não deve ser desfrutada sozinho. —
Uma pitada de tristeza tocou a todos brevemente. Tilly fez carinho no rosto do avô, secando as lágrimas.
— Não chola... —
Arthur sorriu.
— Vovô não vai chorar. Estar com todos vocês me deixa feliz! —
Brendan cutucou Deirdre, que então notou Sterling parado na porta, querendo dizer alguma coisa.
— Preciso voltar para Germia. Meu voo é hoje — disse Sterling quando Deirdre saiu da sala.
— Tão rápido? Por que você tem que ir embora? —
Sterling sorriu.
— Agora que tudo acabou, posso finalmente me soltar. Além disso, tem alguém me esperando lá. —
Deirdre sabia que Sterling tinha uma crush em Germia. Ela e Sterling vinham flertando há algum tempo, mas como a prioridade do médico era Deirdre, ele tinha medo de se jogar em um relacionamento, antes de saber que tudo ficaria bem.
— Então vocês... —
— Parece que sim. —
— Parabéns. — Deirdre estava genuinamente feliz.
Brendan puxou Deirdre para mais perto e a colocou nos braços.

— Você tem medo de que eu esteja impotente? — Brendan perguntou seriamente, como se estivesse perante um juiz. — Uma coisa eu te prometo, não importa o que aconteça, sou capaz de te satisfazer. —
Deirdre olhou para ele, parecendo perdida em pensamentos e Brendan pareceu entender, por isso, com um sorriso malicioso a levantou nos braços.
Deirdre ficou surpresa.
— Brendan, me coloque no chão! —
Ignorando suas dificuldades, Brendan a carregou para dentro de casa.
— Já que você está ansiosa para descobrir, vou te mostrar agora mesmo. Mas, lembra que foi você quem pediu! —
Rindo, mas esperneando, Deirdre gritou:
— Eu não pedi nada! Me coloca no chão! —
Não importa o quanto ela lutava, Brendan não prestou atenção, carregando-a até o quarto. Uma vez lá, ele a beijou apaixonadamente e depois fez uma pausa, olhando-a atentamente.

Com um olhar coquete, Deirdre pareceu pensar, o que fez Brendan querer argumentar ainda mais:

Deirdre embalou seu rosto, olhando em seus olhos sérios e na felicidade refletida em suas pupilas. Ela ficou momentaneamente atordoada.
— Eu aceito. —
FIM

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Rancor Rejeição e Arrependimento
Nem dá para carregar Porque bloquearam os capítulos...
Boa noite!Os capítulos estão bloqueados, como faço para continuar lendo?...
Boa noite porque agora aparece bloqueado?...