Eleanor, lívida e à beira do que parecia um ataque de raiva, o olhou com uma mistura de ódio e repulsão.
— Deveria ter te abortado — cuspiu, cada palavra carregada de veneno — Você é uma abominação que mancha o legado Weaver. Se seu pai estivesse vivo, a vergonha já o teria matado.
Tomás sentiu a dor de suas palavras, mas sabia que era mentira. Teodoro, seu pai, o havia amado e aceito como era, e foi seu maior apoio enquanto viveu. Depois da morte de Teodoro, havia ficado sozinho no mundo... até conhecer Juliette e sua família, que se tornaram o refúgio que Eleanor nunca foi.
— Sua opinião não me afeta mais, Eleanor — disse Tomás com uma calma que surpreendeu até ele mesmo — E quanto ao fideicomisso do meu pai, devolvo com prazer. Isso é só uma esmola agora, e não pense que pode me controlar com dinheiro. Vou sair dessa por mim mesmo, e não preciso de uma esposa insossa para salvar minha reputação.
Eleanor o olhou com fúria, seus olhos cheios de desprezo. Sem dizer mais uma palavra, se virou e saiu pisoteando com raiva, sua figura elegante tremendo de ira contida. Ao sair, esbarrou com Fabricio, que trazia uma sacola com comida para almoçar junto a Tomás. Eleanor o olhou de cima a baixo com um ruído despectivo, e, com uma expressão de desprezo, seguiu seu caminho sem olhar para trás.
Fabricio entrou no apartamento, notando o rastro de lágrimas nos olhos de Tomás e seu lábio ferido.
— Está tudo bem? — perguntou suavemente, dando-lhe espaço para respirar — Quem era aquela mulher?
Tomás assentiu, vendo como a porta se fechava atrás de Eleanor, esperando, desta vez, que fosse para sempre.
***
Callum estava concentrado em uma montanha de documentos, seu escritório era um reflexo do caos acumulado. Os pendentes haviam se empilhado mais que o habitual, e agora, com os ombros tensos e a vista fixa em um relatório particularmente irritante, tentava avançar. Mal havia levantado a caneta quando se escutou o estrondo de uns saltos no corredor, seguidos da voz de sua secretária, Elise, tentando deter alguém.
— Senhorita! Por favor, o senhor Callum não pode recebê-la sem aviso prévio! — gritava a secretária atrás dela.
Mas era tarde. Arabella irrompeu no escritório com a mesma segurança de quem se acha dona do lugar, sem sequer parar para olhar Elise, que entrava atrás dela, envergonhada. Callum levantou o olhar, lançando um olhar fulminante a Arabella, que lhe devolveu um sorriso despreocupado.
— Está bem, Elise, retire-se — disse Callum em tom controlado, embora seus olhos delatassem sua irritação.
Elise se desculpou e saiu do escritório, fechando a porta atrás dela. Arabella, com uma atitude despreocupada, se aproximou da mesa de Callum e se deixou cair na poltrona diante dele.

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