Mark teve que intervir, porque Maximiliano não se movia de seu lugar. Na verdade, ele merecia o que aconteceu, e que bom que o avô o fez, senão teria sido ele.
Esteve cego todo esse tempo? A resposta revira seu estômago. Julieta jamais se queixou de nada. Isso já aconteceu antes? Ou Julieta disse e ele não a ouviu? Não sabe qual é pior.
— Papai — tenta mediar Mark, afastando seu pai de sua esposa antes que tudo piore ainda mais— Calme-se, isso faz mal para o senhor.
Seu pai, Anthony Hawks, o ignora, livrando-se de seu aperto e não deixa de olhar sua nora com cólera apenas contida.
— Vai respeitar as decisões do seu filho como presidente da Hawks Holding — adverte Anthony, apontando para ela— Ou juro pela tumba da minha esposa que os tirarei do meu testamento. Deus sabe que me resta pouco tempo nesta terra, e não vou permitir que arruíne a reputação da minha família e empresa pelos seus caprichos estúpidos.
— Não arruinei nada — tenta se defender, mas um olhar do avô e do neto a fazem calar novamente. Ainda doía a bochecha do tapa que o ancião lhe deu.
Max estava com as mãos na cintura, tentando se acalmar. Anthony se vira e olha Liliane diretamente nos olhos. Ela assente rapidamente para não se meter em mais problemas.
— O que você fez? — pergunta Mark à sua esposa, sabendo que seu pai não pode se alterar— Que diabos fez agora?
— Trancou Julieta no elevador por doze horas sem água, sem comida e sem luz — fala Max, mais calmo— Encontrei-a em estado deplorável e inconsciente. Se fosse outra funcionária, tenho certeza de que estaríamos sendo processados e você na prisão — aponta para sua mãe.
— Você jamais deixaria isso acontecer, sou sua mãe — fala muito segura.
— Não tenha tanta certeza — respondeu Max, de forma fria, e sua mãe tremeu e chorou mais forte.
— Como pode dizer isso? — gemoteia— Sou sua mãe.
"Essa mosquinha morta soltou a língua e agora estou pagando o pato", pensa a mulher com raiva.
"Será tão importante assim?", pergunta-se Lili.
— Por que fez isso, Brigitte? — pergunta o marido— Acaso é estúpida? — Mark não podia acreditar no nível de estupidez da esposa— E se ela fizer algo? Pode aproveitar para tirar dinheiro da empresa ou prejudicar Brigitte na imprensa — disse Mark preocupado, olhando para seu filho, que nem se abalou— Agora tem como tirar mais vantagem da empresa.
— Não! — neto e avô disseram ao mesmo tempo.
— Parem de falar de Julieta — exige Anthony irritado— É a única assistente que Max teve que vale a pena. Se quiser processar que o faça. Se quiser pedir compensação que o faça — o patriarca não mentia nem exagerava. Sinceramente não se importava com o que aconteceria com sua nora.
"Se Brigitte deve ir para a cadeia, que vá. Problema dela se ninguém a ajudar a sair", pensa o ancião.
— Mas... Sogro! — Brigitte arregalou os olhos.
— Exagera, pai — disse Mark, revirando os olhos.
— Melhor calar a boca e parar de dizer bobagens. Sua mãe e eu não o criamos com esse nível de imbecilidade — disse Anthony decepcionado com o filho— Melhor pôr as mãos na cabeça da sua esposa, que anda fazendo o que bem entende na minha empresa, e não vou permitir que afunde a família Hawks.
— É essa mulherzinha que a afunda — replica Brigitte, não conseguindo ficar calada.

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