【Quer atrapalhar minha chance de entrar numa universidade de prestígio?!】
【Nem pensar!】
【Será que ele tem medo de eu melhorar minhas notas, superar a queridinha Ceci dele e deixá-la chateada?】
【Que cara mais ardiloso!】
Daniela Peixoto pensava, inflando as bochechas de raiva.
O sorriso de canto da boca de Samuel Rodrigues congelou. Com um olhar frio e cortante, ele lançou um olhar para ela. Que tipo de raciocínio era aquele?
Na cabeça dela, ele realmente era esse tipo de pessoa?
Bem, talvez fosse verdade.
Ele era um demônio.
E demônios deviam cumprir seu papel à risca.
Samuel Rodrigues conteve o frio que sentiu por dentro, os dedos longos soltaram a gravata antes de, calmamente, começar a desabotoar a camisa de cima para baixo.
Ele fazia tudo com lentidão deliberada, e o pequeno sinal vermelho no canto do olho parecia ainda mais intenso, irradiando um fascínio irresistível.
O cérebro de Daniela Peixoto deu um curto-circuito.
O que era aquilo?
Por que aquele homem começava a tirar a roupa sem mais nem menos?
Quando se deu conta, o rosto dela já estava vermelho como um tomate.
Daniela Peixoto engoliu em seco com dificuldade:
— Você... o que... o que você vai fazer?
Samuel Rodrigues já havia tirado a camisa. Nas costas, havia ataduras e gazes, amarradas de maneira desajeitada — obra-prima de Daniela Peixoto na noite anterior.
— O que você acha? — Ele a encarou, o olhar impossível de decifrar.
— Ah!
Daniela Peixoto imediatamente entendeu: ele queria que ela trocasse o curativo.
Rapidamente, ela afastou as ideias inapropriadas da cabeça, correu até pegar a caixa de primeiros socorros, evitando ao máximo olhar para o corpo do homem.
— Vira para lá...
Daniela Peixoto segurava o creme e a gaze, o rosto todo corado de vergonha.

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