Gina voltou a focar no trabalho. Ela ainda tinha muito o que fazer. A princípio, iria encontrar Mike e conversar sobre o assunto do vovô Tsai, mas acabou não tendo tempo.
Quando o horário de sair do trabalho aproximava-se, ela ainda estava muito ocupada. Depois de falar com a família ansiosa de um paciente por cerca de meia hora, ela desligou o telefone e espreguiçou-se. Quando estava prestes a sair, o telefone do escritório tocou novamente.
"Olá, este é o consultório cirúrgico do Hospital Everbright." Gina apresentou-se em tom muito gentil, mas parecia não ter resposta, exceto o som da respiração do outro lado do telefone.
"Olá?" Gina perguntou novamente.
"Sou eu."
...
Gina ficou pasma ao ouvir a voz. Então ela rapidamente pegou o telefone para conferir o número. É ele.
Eason estava parado na frente da janela do outro lado da linha. Ele segurou o telefone com uma das mãos e o par de brincos com a outra, olhando para o horizonte.
Ele queria ligar para o celular dela, mas depois de pensar a respeito, ligou para o telefone fixo do escritório e encarou como uma aposta. Ele não esperava que ela atendesse. Já passava das seis horas e, normalmente, ela já deveria ter saído do trabalho.
Gina não esperava que ele tivesse a iniciativa de ligar para ela, por isso ficou algum tempo sem saber o que dizer.
"Sr. Lu, qual é o problema? Tem alguma coisa errada com a ferida?" Gina não conseguia pensar em mais nada. As pessoas procuram o médico quando não estão se sentindo bem.
"Não." Eason respondeu de forma muito simples. E então ele olhou o par de brincos em sua mão. Parou por um segundo e disse: "Venha para minha casa agora, pois eu tenho algo para lhe devolver."
"Ir para sua casa agora?" Gina ficou surpresa e sem conseguir entender. Ele não disse aquilo da última vez? Que estava muito irritado com o último encontro dos dois?
"Sim, eu tenho algo para dar a você."
Gina não conseguia pensar em nada que ele pudesse querer devolver. Então disse: "Não me lembro de ter deixado algo com você".
"Saberá quando vier." Eason acrescentou: "Claro, você pode optar por não vir. Você decide."
Então, Eason desligou o telefone. Gina ficou muito frustrada. Seria este homem um pouco pervertido? Da última vez, ele disse que não deveriam se encontrar novamente, além de muitas palavras de ódio.
Ele não estava contradizendo-se ao pedir que fosse para a sua casa? Então ela teve tomar uma decisão. O que deveria fazer?
Se fosse, estaria indo atrás dele. E se ele realmente tivesse algo a devolver a ela? Por que esse homem não terminou sua frase?
Gina estava com muita raiva.
Saindo do hospital, ela realmente não sabia para onde ir. O apartamento onde morava era na direção oposta da casa de Eason.
Depois de refletir um pouco, ela pegou o celular e ligou para Yvette. "Yvette, eu voltarei mais tarde hoje. Não espere por mim. Vá para a cama cedo."
Ela havia decidido ir para a casa de Eason. Queria saber o que ele tinha a devolver e, além disso, precisava falar com ele sobre o filho do vovô Tsai.
Pegou um táxi até o portão do condomínio e caminhou até o prédio dele. Quando chegou, começou a hesitar, sem conseguir deixar de pensar naquela noite.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Reencontro