Nesse momento, Gina queria muito falar, porque sentia que estava morrendo. Ela tinha um monte de coisas para contar, e o mais importante era sobre a filha deles.
Se morresse, não haveria ningué para cuidar de Bianca, mas ela não conseguia dizer nada agora. Parecia que todas as suas forças haviam sumido, deixando apenas seu corpo se contorcendo e o sangue fluindo.
Era assim que a morte parecia? Era a mesma sensação que Eason teve seis anos atrás?
Deus foi muito justo. Ele deixou que Eason passasse por isso uma vez e queria que ela provasse também. Mas agora ela não era capaz de morrer despreocupada...
"Bianca..." Gina esforçava-se para falar. Ela não tinha mais esperanças inalcançáveis. Só estava preocupada com Bianca. O que sua filha faria se ela realmente morresse?
"O que você disse? Bianca..." As palavras de Gina eram tão vagas que Eason não conseguiu entender. Ele não conseguia pensar em mais nada. Enquanto ela pudesse permanecer viva, ele faria qualquer coisa.
Gina sentia não ter mais forças. Ela não conseguia descrever tamanha dor, que mal podia suportar. No início estava apenas um pouco tonta, mas começava a perder a consciência. Ficava cada vez mais fraca, e o homem à sua frente, cada vez mais turvo.
A morte parecia coisa tão próxima...
A mente de Gina estava confusa. E ela aparentava não estar ciente de nada. Parecia que havia dormido por muito tempo, tanto que ela mal conseguia acordar.
Quando recuperou um pouco de consciência, sentiu uma dor de cabeça terrível. Sua garganta estava seca e seus lábios pareciam rachados. Ela se sentia fraca. Seu corpo inteiro parecia ter se separado de sua própria alma, que estaria vagando por aí.
Suas pálpebras pesavam milhares de quilos e ela não conseguia abri-las, por mais que tentasse. Não sabia se era sonho ou realidade, mas podia ouvir uma voz soando em seu ouvido o tempo todo.
"Pequena Gee, acorde. Eu imploro que você acorde. Pequena Gee, acorde, pequena Gee..."
Pequena Gee?
Um chamado cheio de amor e carinho fez seu coração bater mais rápido. Então ela parecia estar sonâmbula de novo e começou a delirar, como se estivesse com febre; de repente, era como tivessem voltado ao passado.
Há muito tempo, ele estudava em uma escola de elite, enquanto ela era apenas uma estudante normal do ensino médio; e não havia nenhuma conexão entre os dois. Uma vez ele foi fazer um discurso em nome da escola, e então ela ficou fascinada por aquele homem.
Não sabia de onde tirou coragem naquela época, mas escreveu uma carta de amor. Na verdade, era uma canção. Uma canção romântica. Ela hesitou bastante antes de pedir que alguém a entregasse a ele.
Apesar de achar que seu método seria muito bem-sucedido, no entanto, ele não a respondeu. Como estava ansiosa, resolveu esperar no portão da escola dele no meio da noite. Era inverno. Elasentia muito frio e sua voz, trêmula.
"Ei, Eason, você viu a canção de amor que eu mandei? Poderia ao menos ter dito alguma coisa." Para disfarçar o quanto estava nervosa, ela falou em tom um pouco agressivo.
"Eu já joguei na lata de lixo. Não me incomode novamente."
"Passei uma semana me esforçando para fazer essa música. Como pode jogá-la fora com tanta facilidade?"
"Porque eu não gosto de você. Entende?"

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