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Reencontro romance Capítulo 47

"Eason, me deixe ir embora..."

Essa frase foi como uma maldição e ecoou na mente de Eason por um tempo, quase o deixando maluco. Os olhos dele pareciam estar cobertos por uma camada de névoa escura, e ele não conseguia parar de tremer atrás dessa escuridão.

Gina fechou os olhos imediatamente. Ela não ousava olhar mais para ele. Era uma tortura tanto para ele, quanto para ela.

"Gina", ela imaginou que uma tempestade cairia sobre ela. Com o temperamento desse homem, ele provavelmente ficaria tão furioso que poderia tentar a estrangular, ou poderia puni-la e beijá-la com força como tinha acabado de fazer. No entanto, ele estava surpreendentemente calmo.

O tom com que chamou pelo nome dela também foi muito leve. Porém, esse tom meio leve, com um toque de tristeza, fez com que o coração de Gina doesse de uma forma que ela não conseguia suportar.

"Eu posso deixar você ir. Claro que posso. Mas, dessa vez, não será apenas por mais seis anos, e sim pelo resto da vida." Eason respirou fundo. "Dez anos, pequena Gee, se eu deixar você ir de novo, não vou mais te odiar e vou te esquecer totalmente."

Esquecer?

Isso significava que ele não tinha esquecido dela nos últimos seis anos?

É, ela achou que esqueceria, mas como ela poderia fazer isso?

Naquele momento, não havia raiva, rugidos ou gritos. Tudo estava tão calmo de um jeito que faria qualquer pessoa se sentir sufocada. Ela queria muito se arriscar e ir com ele. Se não fosse pela Bianca, ela não teria com que se preocupar.

O celular de Eason tocou naquele instante, e a palavra "mãe" na tela do celular chamava bastante a atenção. Mulan.

Gina não pôde deixar de sentir um arrepio nas costas ao ver essa palavra. Esse nome, essa pessoa, havia obviamente se tornado um pesadelo para ela. Por muitos anos, ela estremecia ao lembrar daquela cena do passado.

Naquela época, ela havia sido levada para a sala de cirurgia pelos guarda-costas de Mulan e pressionada à força na mesa de operação. Ela não sabia se era uma ilusão, mas ela sentia que sua consciência estava enfraquecendo-se cada vez mais com a tortura, eles estavam prestes a anestesiá-la.

Ela estremeceu imediatamente e rolou da mesa de operação, ajoelhando-se no chão e implorando desesperadamente ao médico. Sua cabeça estava quase sangrando da batida no chão, e ela chorava tanto que não conseguia nem falar. Ela tinha que proteger a filha mesmo se tivesse que morrer.

Talvez por pena da natureza humana, ou talvez porque ela estava no hospital para cuidar da Gina. Ela teve um relacionamento muito bom com alguns médicos, então concordou com o pedido de compaixão com a situação miserável dela.

Naquela época, ela era estranha como um cachorro vira-lata, tinha medo de que Mulan descobrisse que a filha dela ainda estava viva. Ela tremia de medo e deixou que Mulan pedisse a alguém que a arrastasse para fora do hospital.

"Jogue essa v*dia para fora da cidade A. Não deixe que ela chegue perto de Eason nunca mais. Não quero mais ver essa v*dia de novo!"

Na noite em que ela foi expulsa da Cidade A, ela estava sangrando. Ela não ousou ir a um hospital grande por medo de que Mulan descobrisse, então ela foi a uma clínica pequena e se ajoelhou, pedindo para o médico que não deixasse que ela sofresse um aborto.

O médico estava com tanto medo que seu rosto ficou pálido. Ele disse que não a aceitaria porque tinha medo de ter que assumir a responsabilidade pela morte dela. Ele contou a ela sobre todos os tipos de riscos fatais. Naquela época, ela não tinha mais nada além daquela criança. Ela morreria se a criança morresse, então ela não se importava com mais nada.

"Doutor, lhe imploro para que me ajude a salvar o meu bebê. Não se preocupe, pois mesmo que eu morra, não tenho mais família viva. Ninguém vai culpá-lo por minha morte. Vou escrever uma carta como garantia."

Gina aguantou a dor e escreveu a carta como garantia para o médico. Ela teve que assumir a responsabilidade tanto pela própria vida, quanto pela morte. A clínica não arcaria com nenhuma das responsabilidades e, finalmente, o médico concordou em ajudá-la a impedir o aborto.

No final, ela teve muita sorte, assim como a Bianca. Ela sobreviveu ao acidente de carro e à ameaça do possível aborto espontâneo. Não foi fácil para ela dar à luz a essa criança, então ela não ousaria colocar em risco a segurança de sua filha.

Ela não se atrevia nem a imaginar o que aconteceria se Mulan soubesse que ela deu à luz a Bianca. Se isso acontecesse, o médico que a ajudou com a gravidez provavelmente também estaria em apuros.

Além do fato de que ela era cruel e impiedosa, havia também Lily, a filha do Comandante Qiao. Com essas duas forças combinadas, ela não ousava arriscar. Ela realmente não ia ousar colocar tudo em risco. Não era que ela não confiasse em Eason, mas ela não ousaria se envolver em nada que arriscasse a vida de Bianca.

Ele a culparia por ser covarde, fraca, sem coração e de sangue frio. Tanto faz, ela não ligava!

"Tá bom, então me esqueça." Gina disse com determinação. Então ela abriu a porta e saiu do carro. Ela correu para frente sem olhar para trás, mas o carro dele ainda bloqueava o caminho, não importava o quão para longe ela corresse.

Eason saiu do carro e a pegou. Gina resistiu e disse: "Eason, me deixe ir. Eu fui bem clara. Por favor, me deixe ir. Por favor, me deixe ir embora!"

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