Gina chorava e ria o tempo todo que esteve ali. Eason fechou os olhos e soltou um longo suspiro, sentindo-se muito angustiado.
"Pequena Gee, por que isso tá acontecendo?"
Ele esperava que fosse apenas um sonho, do qual ele acordaria e descobriria que nada havia mudado. Ele nem mesmo queria ter visto o resultado do teste de paternidade, mesmo que significasse ser enganado o resto de sua vida.
"Eu também quero saber por quê." Gina olhou para ele com o rosto cheio de lágrimas. "Todos cometem erros, mas nem todos os erros são perdoados, e esse é o erro que cometi há seis anos."
"Eu não só te deixei quando você estava gravemente ferido, mas também encontrei outro homem e tive uma filha com ele. Agora, eu não posso mais mentir. Você deve me odiar muito, certo?"
Odiá-la?
Ele ainda a odiava? Havia odiado por seis anos e estava perdidamente apaixonado por ela novamente. Mesmo com esse resultado, ele ainda poderia odiá-la?
"Sinto muito. Mentiras sempre permanecem, chega um dia em que são expostas. Bianca não é sua filha e você com certeza não vai se casar comigo, né? Lembro de que você disse antes que não era um filantropo, que não criaria filhos dos outros."
"Mesmo se você ainda quiser se casar comigo, ainda posso fingir descaradamente que nada aconteceu e entrar para a Família Lu com a Bianca, mas sua família não a aceitará."
"Embora ela não seja sua filha, é minha filha biológica e não posso deixá-la sofrer ou se machucar nenhum pouco que seja, então..."
Quando ela disse isso, sentiu como se estivesse tragando suas próprias lágrimas, que tinham um gosto muito salgado.
Olhando para ele novamente, sentia-se destroçada, e sua voz estava estranhamente rouca: "Então, estamos destinados a terminar, né? Além disso, um homem tão bom quanto você não deveria se casar com uma mulher tão má e mentirosa como eu. É melhor você se casar com a Lily, que te ama tanto, vocês dois combinam perfeitamente..."
"Gina, pare de falar!" Eason disse em voz alta, e seus olhos escarlates estavam cheios de raiva. Ela certamente entendeu como ele se sentia.
"Eason, você pode me repreender e me bater, bata em mim com força, se precisa extravasar sua raiva."
Eason olhou para ela e rangeu os dentes com ódio, erguendo sua mão e agarrando seu pescoço incontrolavelmente. Ele tentou o seu melhor para controlar suas emoções, mas não conseguiu, e disse: "Agora eu quero... quero mesmo te estrangular até matar..."
Ele estava de fato cheio de ódio, mas também com o coração partido. Eles não concordaram em se casar e viver uma vida feliz juntos? Por que tudo havia sido uma farsa, então?
Ela não resistiu, e em vez disso, fechou os olhos e disse francamente: "Então faça."
Assim que ela fechou os olhos, as lágrimas correram por seu rosto e caíram profundamente na palma dele. Suas mãos tremiam, mas ele controlou sua força para não machucá-la.
Então, ele só conseguiu soltá-la e bater no carro com força, assustando a Gina. Ela rapidamente abriu os olhos e viu que a mão dele estava sangrando, quis logo tocá-la, mas ele afastou a mão, e disse: "Não me toque."
Gina olhou para ele com grande angústia, pois se importava tanto com aquele homem que estava se torturando. Ela rapidamente desviou o olhar e disse resolutamente:
"Eason, já que não estamos destinados a ficar juntos, não há mais o que fazer. Sinto muito, mas uma mulher como eu não é digna do seu ódio. Te desejo que seja feliz e no futuro... No futuro, como você disse antes, não devemos nada um ao outro e nunca mais nos veremos. Me esqueça..."

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