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Reescrevendo o destino romance Capítulo 107

Horácio regressou à enfermaria e, ao perceber que não havia ninguém atrás do filho, Nádia sentou-se com nervosismo e perguntou: “O que aquela garota te disse? Eu não contei a verdade.”

“Bem, a questão do dinheiro está resolvida. Em breve a senhora vai voltar para casa”, anunciou ele com alegria.

A idosa ficou atordoada por um momento e depois perguntou confusa: “Precisamos de doze mil! A família da sua esposa é pobre. Como conseguiram?”

“São vinte e quatro mil, na verdade”, corrigiu o filho. Olhando ao redor para garantir que ninguém estava ouvindo, inclinou-se na direção dela e sussurrou: “Como mencionei antes, esta prima da Queila, a família dela é muito rica. E, embora vá me pagar aos poucos, será o suficiente para resolver nossos problemas.”

Além disso, naquele dia no Hotel Laurel, percebeu que Jonathan e Ângela eram próximos. Se Félix conseguisse conquistá-la, o caminho estaria livre. Seria um passo em direção ao sucesso.

O choque tomou conta do rosto de sua mãe, que mostrou os dedos indicador e o médio, estremecendo um pouco. “Aquela garota conseguiu vinte e quatro mil? Meu Deus, não acredito.”

Costumava pensar que quando as pessoas diziam que Jorge Kins era rico, queriam dizer apenas que estavam um pouco melhor do que famílias de classe média. Afinal, se fossem mesmo cheios de dinheiro, por que Diogo cortaria laços com eles? Entregar uma mina de ouro de bandeja era tolice.

Assim que as palavras de Horácio ecoaram, seu celular apitou, indicando uma nova mensagem. Quando verificou o aparelho, um sorriso ganancioso apareceu em seu rosto bonito quando mostrou a tela para sua mãe. “Olha, ela depositou.”

Ali, mil e duzentos era a renda média mensal de uma família, e Ângela o pagou como disse que faria. Era apenas uma gota no oceano em comparação com o valor restante. Portanto, deixou de lado as preocupações, como se o dinheiro já estivesse em seu bolso.

Enquanto isso, Nádia contava mentalmente. Uau, é tanto dinheiro.

“Estou ocupado com o trabalho, mãe, então, quando tiver tempo livre, fale com Félix. Peça para ele conquistar Ângela logo”, disse, alegre enquanto guardava o celular, pegava uma maçã e dava uma mordida na fruta com tranquilidade. “Quando isso acontecer, pode se considerar tia dela, que vai ter que te respeitar. Não é verdade?”

O sorriso no rosto de sua mãe se alargou enquanto batia na coxa e ria alto. “É verdade! Estou te dizendo, criei Félix a vida toda. A mulher com quem se casar deveria me respeitar. Por que não me disse antes? Pensei que ela apenas tivesse um pouco de dinheiro”, resmungou. “É tudo culpa da sua esposa. Se a família do tio dela é tão rica, por que não te ajuda um pouco? Afinal, você é o marido dela!”

“É tão difícil que ajudem financeiramente para que não tenha que trabalhar tão duro por esse dinheiro? Ele só fica sentado no escritório e o dinheiro entra. Sua esposa é uma mulher má. Muito maliciosa e não é uma boa pessoa”, continuou, ficando cada vez mais irritada. Desde que conheceu a nora, não gostou dela porque achou-a sem graça e incompetente.

Em termos de carreira, não podia ajudar seu filho, nem podia engravidar mais. Qual era a vantagem de ter um rosto bonito?

Ao mencionar sua esposa, os olhos de Horácio piscaram, e ele trouxe à tona o divórcio que encenaria, dividindo seus bens matrimoniais igualmente. Planejava deixar o carro e algum dinheiro para Queila como parte da farsa, na esperança de atraí-la de volta no futuro.

Nádia, antiquada como era, desaprovou a princípio. No entanto, depois de ouvir a explicação, concordou com relutância para garantir o dinheiro restante.

Não teve escolha senão apoiar aquela decisão. Com as habilidades excepcionais de seu filho, estava confiante de que tudo seria resolvido sem problemas, e enganar uma jovem seria mamão com açúcar.

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