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Reescrevendo o destino romance Capítulo 108

Queila ficou perplexa. Ele já tinha planejado tudo?

“Vai se divorciar de mim por causa daquela mulher?”, perguntou, engasgando-se com as lágrimas. Queria fazer escândalo, confrontá-lo, não se importava com sua reputação. Perguntava-se o que havia feito de errado para ele humilhá-la na frente de seu pai assim, a ponto de não lhe mostrar nenhum respeito.

Naquele momento, o celular de Horácio vibrou. Ele deu uma olhada antes de desligá-lo depressa. Uma leve irritação brilhou em seus olhos antes de levantar a cabeça e dizer: “Isso importa? Já está decidido.” Queria um divórcio rápido e pegar os 24 mil prometidos por Ângela.

Seu tom de voz era frio e a sua expressão estava irritada, destruindo qualquer esperança que a em breve ex-esposa pudesse ter.

Olhando-o, sentiu que o homem diante dela não se parecia em nada com aquele que a havia pedido em casamento.

Ela forçou um sorriso amargo. “Está bem.”

Diogo segurou o braço dela e disse: “Ótimo. Não é como se você fosse a única opção. Eu estava cego naquela época e não percebi o id*ota que é!” Depois de repreender o homem, puxou a filha para longe, recusando-se a entrar no mesmo veículo que ele.

Observando-os partir, Horácio ficou um pouco surpreso. Esperava que ela fosse chorar e implorar para não fizesse aquilo, considerando que sempre foi tão fraca e tímida. Afinal, mesmo que a tivesse traído, ela não ousou confrontá-lo. O que não considerou um grande problema, porém. Sentiu que ela voltaria correndo para seus braços depois que dissesse algumas palavras doces.

Diogo foi professor. Era rigoroso, o que explicava por que havia criado uma filha como Queila.

O tipo de pais que você tem molda o tipo de pessoa que você se torna, pensou.

Com todos os procedimentos necessários concluídos e ambos de acordo com o divórcio, o processo foi rápido e eles saíram do cartório com suas respectivas certidões.

Queila foi arrastada pelo pai, que chamou um táxi, então partiram sem sequer olhar para Horácio.

O homem discou, ansioso, o número de Ângela. “Pronto. Quando vai transferir o dinheiro?”

Num Land Rover nas proximidades, a jovem o viu pela janela. Então, encerrou a ligação. Virou-se para Oliver e perguntou: “Os policiais já chegaram?”

O rapaz assentiu. “Conforme suas instruções, entreguei as evidências na delegacia meia hora atrás. Devem estar por perto.”

Ao terminar de falar, sirenes ecoaram ao longe.

A viatura parou em frente ao cartório e os policiais desceram do veículo. Olharam para o homem que fazia uma ligação de modo frenético e um dele disse com frieza: “Horácio Swine, certo? Somos policiais. Você foi denunciado por suspeita de corrupção, suborno e desvio de dinheiro público. Nos acompanhe.”

“Quem me denunciou? Kauã? Deve ter sido ele! Esse canalha! Concordamos em esperar mais alguns dias!” O rosto do homem ficou pálido e sua voz tremia. “Me deem um pouco mais de tempo. Preciso fazer uma ligação!” Enquanto falava, recuou e discou desesperado, apenas para ouvir um tom frio e ocupado do outro lado.

O policial olhou-o e franziu a testa. Então trocou um olhar com seu colega antes de se aproximar de Horácio e contê-lo à força. Algemaram-no e o levaram para a viatura. O celular caiu no chão, fazendo a bateria saltar com o impacto.

Horácio ficou ali atordoado. Seus olhos estavam injetados de sangue e inchados como se tivesse chegado ao limite do desespero.

Eu estava tão perto de conseguir o dinheiro. Por que ele não esperou um pouco mais? Faltava pouco. Mald*to seja, Kauã! Por que não cumpriu sua palavra?

Dentro da Land Rover, Ângela abaixou a janela e assistiu enquanto o agora ex-marido de sua prima era levado. Um sentimento de satisfação preencheu seu coração.

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