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Reescrevendo o destino romance Capítulo 122

Ângela ficou sem palavras. não estava familiarizada com Yago, mas, a julgar pelas roupas que usava e pelos gastos extravagantes, devia ser rico ou um nobre.

Afinal, Cassie também vinha de uma família abastada, apesar de sua linhagem. Os Hayes eram, pelo menos, proeminentes em Riverdon. Talvez suas famílias ficassem felizes em vê-los se relacionar.

No passado, teria aconselhado a garota a lutar por seu amor se houvesse alguém de quem gostasse para que não se arrependesse! No entanto, agora admirava a magnanimidade dela. Nutrir sentimentos por alguém que amava outra pessoa era como dar pérolas aos porcos, inútil.

Então estendeu a mão e cutucou seu rosto. “Sim, não seja tola de se apaixonar por um homem que já tem dona. Apenas siga em frente. O próximo será melhor.”

Paixão era como fogos de artifício deslumbrantes, mas desapareciam. Quando encontrasse alguém que valesse a pena, esqueceria aquilo.

Cassie olhou-a surpresa, depois fez uma careta. “Se consegue controlar os sentimentos, então não pode chamar de amor! Ele gosta da Sarah, se eu disser alguma coisa, talvez nem consigamos mais ser amigos. Só posso observar de longe.”

“Só que ouvi por aí que ela namora. Yago estava quase desistindo, mas quando a família de bendita se meteu em problemas da última vez, ele a ajudou muito e aproveitou a oportunidade para se aproximar dela de novo.”

Sua convidada riu. “O que está fazendo não é o mesmo que ficar de vela? Encontre alguém com caráter.”

A garota fechou a boca e não disse nada. Estava tentando muito, mas ainda não tinha conseguido.

Ângela sentiu seu celular vibrar, um pequeno envelope voou pela tela, indicando uma mensagem de texto. Abriu e viu que era de Jonathan.

‘Quando termina a festa?’

Seu coração se apertou de repente. Ele sabe?

Havia esquecido que Oliver devia estar de olho e avisado ao patrão que tinha ido ali.

Então levantou-se com nervosismo e disse que precisava fazer uma ligação, então saiu correndo.

A ligação foi atendida sem demora e a jovem explicou às pressas: “Eu não planejava vir, mas minha amiga me arrastou para cá. Eu ia embora às oito, juro.”

Do outro lado da linha, Jonathan riu um pouco. “Não estou pedindo que justifique. É só que está bem cheio aí. Tenha cuidado, e, se algo acontecer, ligue para Oliver. Vou te buscar quando terminar.”

Bares no início dos anos 2000 eram caóticos com todo tipo de pessoas, e havia muitos casos de brigas. Ao contrário da sociedade mais mente aberta da década seguinte, os mais velhos costumavam até mesmo pensar que mulheres que iam a bares não eram merecedoras de respeito, muito menos decentes.

E como entendia a preocupação, respondeu obediente: “Vou esperar a estrela do dia voltar, desejar-lhe um feliz aniversário, e vou embora, me dê mais ou menos meia hora.”

Jonathan respondeu: “Ok.”

Fora do bar, no carro, Oliver olhou para o rosto sério de seu patrão no espelho retrovisor e perguntou confuso: “Por que não disse que estamos aqui?”

Ele não entendia muito bem por que esperar se já estavam lá.

Os olhos escuros do homem baixaram, passando pela tela do telefone agora escurecida. “Vamos esperar.”

Seu tom era baixo e indiferente.

O assistente ficou ainda mais confuso. Esperar o quê?

...

Depois de desligar, Ângela se sentiu muito mais relaxada e virou-se.

Assim que se virou, ficou parada no lugar, encarando a cena à sua frente. Um homem gordo com uma cabeça grande e uma garota magra.

Embora a iluminação estivesse fraca e apenas metade dela estivesse visível, reconheceu-a mesmo assim. Era Linda.

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