Dimas a interrompeu diretamente. “Tudo bem se ela não bebe álcool. Existem outras maneiras!” Eles pretendiam fazer um brinde com um tipo especial de bebida, mas Ângela não mordeu a isca, então seria necessário bolar outro plano.
Fernanda olhou para ele e esperou que continuasse.
Com um sorriso malicioso, Dimas pegou um frasquinho de amostra de perfume. “Pulverize isso em você, e vá falar com Ângela. Faça com que ela cheire o máximo possível...”
Fernanda pegou o frasquinho com hesitação. “Isso não vai me prejudicar de forma alguma, vai?” Ela não acreditava completamente nele. Afinal, a maneira como ele a encarava desde o início a deixava desconfortável.
Dimas bufou. “Você quer lidar com ela ou não? Essas coisas não são fáceis de conseguir. Se você não estiver disposta, esqueça! Não desperdice as minhas coisas.”
“Acho que posso fazer... Isto vai deixá-la tonta?”
“Só isto não vai funcionar, mas não se preocupe! Vou subornar mais algumas pessoas para fazê-la cheirar a fragrância deste frasco, e ela ficará bem”, ele disse, pegando outro frasco.
Fernanda recuou instintivamente, alarmada.
“Vá em frente. Depois que ela desmaiar, eu a colocarei no quarto, e então você estará livre para fazê-la se envergonhar como quiser.”
A última frase era uma grande tentação para ela. E então ela olhou ansiosamente para o frasco em sua mão antes de sair atrás de Ângela em direção ao banheiro. Ela sentiu uma intensa onda de alegria e, ao encontrar um canto, passou um pouco do perfume, que tinha um cheiro discreto. Era tão fraco que Fernanda não conseguiu detectar nada de especial, exceto a sua aparência um tanto estranha e única. Este líquido pode realmente ser eficaz? Ela não pôde deixar de duvidar.
Quando Ângela saiu do banheiro, ela encontrou Fernanda. E, para piorar a situação, não só havia um forte cheiro de perfume emanando dela, como também uma expressão de pena que deixou Ângela ainda mais enojada.
O corredor era bem espaçoso, e Ângela tentou contorná-lo, mas Fernanda bloqueou o seu caminho, mordendo os lábios, como se tivesse resolvido algo em sua mente. “Você sabe por que vim para Northland?”
Franzindo as sobrancelhas, Ângela lhe lançou um olhar frio. “Não estou interessada em saber.” O seu enjoo, que havia melhorado consideravelmente, voltou assim que a viu. E, então, mais uma vez, ela tentou contornar Fernanda e ir embora, mas foi bloqueada de forma implacável. “Suma daqui. Você está fedendo!”
O perfume que emanava de Fernanda deixou Ângela enjoada. Ela até desconfiou que algo tivesse sido borrifado intencionalmente para lhe causar náuseas. Afinal, ela não tinha percebido isso antes. Apesar de ser um palpite aleatório, ela não esperava que adivinhasse parte da verdade depois.
Fernanda ficou tensa momentaneamente. Embora ela não achasse o perfume desagradável, a descrição de seu efeito a deixou um pouco enojada. Mas, mesmo assim, ela não deixou Ângela ir embora, bloqueando a sua passagem com uma expressão severa no rosto. “Vamos conversar a sós.” Fernanda estava tentando atrasar o máximo para evitar que Ângela sentisse o cheiro do perfume nela. Só assim ela poderia garantir o próximo passo de Dimas para capturá-la e ser punida!
“Não estou interessada. Acho que não temos nada para conversar”, Ângela respondeu friamente. Ela não conseguia se livrar do cheiro estranho que emanava de Fernanda. Ela até levantou o braço para cobrir o nariz com as costas da mão. Quer fosse a sua imaginação ou não, ela achava que ficaria fedendo como a outra se ficasse no corredor por mais um tempo. E então ela discretamente deu um passo para trás.

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