Fernanda pensou que tivesse que esperar até o dia seguinte para ver Yuri na reunião que Moacir havia organizado. Ela não esperava encontrá-lo aqui. De fato, foi uma surpresa agradável.
Yuri se ofereceu para levá-la ao salão, o que foi uma grande oportunidade. Porém, teria sido melhor se não houvesse uma mulher ao lado dele.
Fernanda olhou casualmente a jovem, que segurava carinhosamente o braço dele.
Yuri levou Fernanda para o salão, com a jovem ao seu lado.
“Obrigada. Só preciso descansar. O meu nome é Fernanda Kins. Posso perguntar o seu nome?” Ela já sabia o nome dele por intermédio de Moacir, mas sentiu que não era formal o suficiente. Ela queria que ele mesmo dissesse.
Os dois ficaram próximos por um tempo. O perfume que Fernanda exalava era ainda mais forte do que o que Ângela havia sentido. Agora, tudo o que ela precisava era que Dimas fizesse Yuri sentir outro cheiro. Assim, ela poderia até fazer algo acontecer entre eles dois. Só de pensar nessa possibilidade, o coração dela disparou. Ela não podia esperar mais.
“Fernanda?” Yuri olhou para ela confuso, achando o nome um tanto familiar. No entanto, ele não insistiu no assunto e, em vez disso, se apresentou. “Yuri Collier.” Olhando para o rosto pálido dela, ele estava prestes a dizer algo, mas de repente o seu telefone tocou, o que o fez desculpar-se e ir em direção à porta para atender.
Fernanda olhou para a garota, mas não disse nada.
De repente, a garota deu um passo à frente. “Você não é amiga do meu irmão?” Ela podia sentir que a atitude de Yuri em relação à Fernanda era um pouco diferente. Se fosse outra moça que tivesse caído no chão, talvez ele não tivesse ajudado. No entanto, ele hesitou só por um momento e, depois, mostrou total cordialidade.
Portanto, não era razoável que Fernanda e Yuri tivessem acabado de trocar nomes.
Ao ouvir Amanda, Fernanda parou por um momento. “O seu irmão me ajudou...” A princípio, ela estava pensando em como fazer essa garota ir embora, mas não esperava que fosse irmã de Yuri.
“Sim. A propósito, você também é uma Kins. Você é de Riverdon?”
Ao ouvir a palavra ‘também’, Fernanda franziu a testa, mas assentiu. “Sim, sou.” Isso era algo que ela não conseguia esconder. O fato de ela ter acabado de ser transferida para Northland era facilmente descoberto com uma simples investigação.
Amanda ficou animada ao ouvir a resposta positiva e se sentou ao lado de Fernanda, mas foi dominada pelo cheiro que ela exalava e instintivamente recuou. “Você conhece Ângela Kins?” Como as duas tinham o sobrenome Kins e eram de Riverdon, Amanda estava curiosa para saber se eram parentes.
Eu sabia disso... Mesmo assim, ela ainda sorriu. “Ela é minha irmã.” Apesar do sorriso, ela se sentiu desconfortável ao ouvir o nome de Ângela.
Amanda queria dizer algo, mas Yuri abriu a porta. “O Sr. Constantino está aqui. Você deve ir para casa agora. Ele vai levá-la de volta.”
Amanda ponderou por um momento. “Posso pegar o seu número?”
Fernanda sorriu e trocou o seu número de contato com ela, salvando o nome como ‘irmã de Yuri’.

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