Observando a luta da noiva para articular os pensamentos, Christopher perguntou ansiosamente: “Qual é o problema?”
Assim que a pergunta saiu de seus lábios, se deu conta. Os Kins tinham transferido o registro de família de Fernanda para a família Lynch antes de se mudarem para Northland. Com a morte de Miguel, apenas sua ex-esposa poderia tê-lo em mãos.
Então, logicamente, agora deve estar com…
“Está com a Brenda?” O humor foi ficando azedo ao lembrar de escoltá-la à delegacia ainda no dia anterior.
Tensa, sentia no próprio sangue o desagrado do noivo. A voz ficou discreta e baixa, quase derrotada, quando confirmou: “S-sim…”
A frustração lhe crescia adentro, e preferiu não mencionar que a mãe lhe ignorou durante os últimos dias.
O jovem revirou os olhos.
Embora soubesse que as chances eram pequenas, perguntou de qualquer forma: “Tem como pegar com ela?”
Fernanda balançou a cabeça, perplexa.
Não apenas não podia obter o registro de família, como também não conseguiria descobrir onde Brenda morava enquanto estivesse incomunicável.
Ao ver a expressão inocente da moça, Christopher lutou contra a frustração e a raiva que lhe invadiam, mas conseguiu controlá-las.
Sabendo que a indesejada sogra ainda estava na delegacia sem previsão de liberação, arriscou outra pergunta: “Sabe seu endereço?”
Se soubesse, poderíamos recuperar o registro de família com um chaveiro, certo? Um documento tão importante não simplesmente desapareceria de uma casa.
A resposta foi, mais uma vez, um balanço negativo de cabeça.
Com medo da possível reação, acrescentou cautelosamente: “Tenho tentado entrar em contato com ela. Assim que conseguir, resolveremos isso.”
Não ousou mencionar que suas ligações não eram respondidas desde o dia anterior.
“Não se incomode em tentar contatá-la. Está sob custódia agora.”
Os olhos da jovem se arregalaram, incrédulos, e um toque de medo lhe atravessou o rosto.
O noivo bufou e explicou, com relutância: “Ela invadiu minha casa e foi presa.”
Planejava levar Fernanda para visitá-la. Não tinha motivo para esconder o ocorrido.
“Como pôde fazer algo assim…” A noiva não conseguia esconder o desdém pela mãe biológica. Doía-se de vergonha.
“De alguma forma, ficou sabendo do nosso casamento iminente e veio nos chantagear. Isso sozinho já teria sido ruim, mas ainda teve a coragem de tentar nos roubar.” Christopher a monitorava de perto enquanto falava.
Perspicaz, ela percebeu sua atenção. Soube exatamente o que e como expressar: “Houve alguma perda significativa?”
“Nada importante, mas o comportamento foi inaceitável, então achei melhor dar-lhe um tempo para pensar sobre o que fez”, disse, fazendo uma careta.
Não ousou falar nada contra. Preferiu apenas acenar repetidamente com a cabeça, em frágil e irrestrita concordância.
Quando o semblante do noivo apresentou alguma ligeira suavização, finalmente perguntou: “Chris, qual é o nosso próximo passo?”
Um pouco irritado, cedeu: “Vou levá-la para vê-la, e você pode solicitar o registro de família a ela.”
Concordou prontamente.
Assim, entraram no carro de Christopher e seguiram direto para o centro de detenção.
Em pouco tempo, a filha estava diante da genitora.

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