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Reescrevendo o destino romance Capítulo 566

Quando Fernanda correu para o hospital, encontrou a mãe com os ferimentos do rosto já tratados. No quarto, estavam presentes Jonas e Zacarias, mas o ar era carregadíssimo de tensão.

O único som que se destacava era o choro da vítima. Apesar da anestesia, a maior dor era a consciência de sua condição.

“Mãe”, chamou a moça suavemente ao entrar no quarto.

Ao ver a maior parte do rosto da mulher enfaixado, ficou sem saber o que dizer.

O irmão mais velho fez um gesto pedindo silêncio.

Fernanda obedeceu e se sentou ao lado do leito.

A mãe enfim notou a chegada da filha e olhou-lhe, sem responder mais nada.

Continuou chorando, as lágrimas escorrendo pelo rosto sem fim.

Jonas falou: “Por favor, pare de chorar. As lágrimas podem infectar o ferimento.”

A moça rapidamente pegou um lenço, inclinou-se e gentilmente enxugou a mãe. Ela se deixou ser cuidada.

Depois de secar-lhe o rosto mais uma vez, a mutilada olhou para ela com confusão e perguntou: “Fernanda, você está aqui?”

A moça murmurou um “sim” tranquilo. Scarlet parecia distante e desligada. Um pouco constrangida com a resposta fraca da matrona, olhou para Jonas, buscando apoio.

“Foi anestesiada. Por isso, não reconhece as pessoas direito”, disse o irmão suavemente.

Era a única coisa que conseguia supor daquele comportamento esquisito.

Fernanda assentiu compreensivamente. Embora suspeitasse que o jeito da mãe não vinha apenas daquilo, não viu necessidade de expô-lo.

Uma enfermeira então veio buscar o mais velho: “Dr. Kins, há um paciente esperando por você.”

Zac o assegurava: “Pode ir, estaremos bem aqui. Nada vai acontecer.”

O jovem se sentia profundamente culpado pelo ferimento da mãe. Afinal, ele que a havia acompanhado para encontrar sua algoz. Deveria ter prestado melhor cuidado.

O médico deu-lhe um tapinha reconfortante no ombro do rapaz: “Vou resolver as coisas, não se culpe demais. O que aconteceu hoje não é sua culpa.”

Também investigou a situação no hospital psiquiátrico depois e sabia que, se Scarlet não tivesse aberto a porta de bom grado, Linda não teria conseguido se aproximar, muito menos morder um pedaço de sua carne.

Em sua opinião, após os médicos de lá terem lhe avisado que não abrisse de forma alguma a saída para a paciente, a decisão de fazê-lo era inteiramente responsabilidade da vítima do ataque.

Mas ainda era a mãe deles e, agora que estava novamente ferida, não conseguia ser duro e crítico.

Zacarias assentiu em resposta e observou-o deixar o quarto.

Scarlet parou de chorar, e os efeitos da anestesia ainda não haviam desaparecido completamente. Mostrava estar prestes a adormecer.

Fernanda permaneceu quieta onde estava.

Uma vez que a mãe enfim dormiu, olhou para o irmão e fez um gesto em direção à porta.

Saíram do quarto e não foram longe antes de encontrarem algumas cadeiras no corredor.

“O que vamos fazer? Amanhã eu me caso e mamãe está ferida. O que eu faço?” Sentia-se sobrecarregada.

Estava em conflito sobre se a mãe, agora desfigurada, deveria comparecer à cerimônia no dia seguinte.

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