Jonathan franziu a testa ao ler o papel e respondeu: “Simon já investigou, mas não encontrou nenhuma pista.”
Tentaram identificar o remetente assim que o carteiro a entregou no escritório, mas não conseguiram. Seguiram o rastro até uma caixa de correio próxima, mas a zona era desprovida de câmeras de segurança que pudessem quem pôs o envelope lá dentro. Não havia outras pistas a seguir.
O celular de Ângela tocou. Era Jonas.
Por que o irmão ligava naquele momento específico? Seria ele quem lhe mandou o recado? Mas poderia contatá-la diretamente, por que aquilo?
Confusa com a situação, ficou olhando para o telefone por um longo tempo antes de atender. Depois de um tempo, parou de tocar.
“Não atendeu?”, perguntou o marido.
A esposa balançou a cabeça: “Estava imaginando coisas. Vou responder imediatamente.”
Era-lhe inexplicável estar recebendo uma ligação de Jonas naquele momento. Estava certamente muito envolvido no processo de organização do grande casamento da irmã adotiva. Parecia razoável supor que inclusive estaria na festa naquele exato momento, ajudando-a. Por que o contato súbito?
A voz amarga do irmão exclamou quando atendeu ao telefone: “Ângela! Está envolvida nessa situação?”
Ouvia-se um doído choro ao fundo.
“Qual o seu problema?”, disse, afastando o telefone um pouco de si.
Fazia um tempo que não ficava tão furioso com ela. Tinha esquecido o quão alto podia ser.
“Quem mais visaria Fernanda senão você?”
Jonas continuou a gritar, como se estivesse tentando magoá-la. Enquanto berrava afundado em ira, o choro no fundo ficou mais audível e evidente. Com impaciência, Ângela coçou o ouvido, concluindo que o irmão tinha que estar completamente fora de si.
“Se está doente, procure atendimento médico”, cortou a conversa pela raiz.
Mas, ainda assim, podia ouvir os soluços ao fundo. Ouvindo mais atentamente, reconheceu ser a voz da irmã adotiva.
Mas hoje era uma ocasião alegre para ela, por que estaria assim?
Quando desligou, Jonathan também ouviu notícias inesperadas.
Foi uma revelação surpreendente. Parecia algo saído de um filme de desastre.
Quando o casamento começou, os rostos do casal Sanders carregavam sorrisos sinceros e empolgados. Abaixo do altar, a felicidade era a dos convidados, que geravam um barulho animado. A cerimônia correu sem problemas, com os recém-casados de pé graciosamente sobre o palco principal. Dos comoventes votos à troca de alianças, tudo correu bem.
Quando chegou perto do fim, Christopher ofereceu a Fernanda um abraço caloroso e, mesmo de longe, era evidente o quanto se amavam. O casal selou o amor com um beijo gentil, mas apaixonado sob o sorriso encorajador do mestre de cerimônias, e uma música suave destacou a beleza da ocasião.

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