Se ele seguisse a lei, ninguém poderia fazer nada contra ele.
Tainá disse.
— Quanto à sua mãe, ela matou a mãe do meu irmão, a gente definitivamente iria se vingar. E, mesmo que ela não tivesse cometido mais nenhum crime, ainda assim encontraríamos o que ela fez de errado naquela época e a entregaríamos para as autoridades.
E foi até bom ela ter cooperado e feito várias maldades depois, assim não precisávamos buscar o que ela fez no passado. Ela mesma arruinou a sua própria vida.
E sobre você, por mais que não seja lá grandes coisas, ainda não é tão terrível assim. E desde que não mexa conosco, nós não vamos ligar para você.
Lorena ficou em silêncio.
Pelo que ela já tinha falado, Tainá achou que Lorena ia se levantar e ir embora, mas ela ainda continuou sentada.
— Depois que eu saí, e fui para casa, os meus pais pegaram todo o dinheiro da família e entregaram como indenização por causa do meu irmão. A mansão foi vendida, e até mesmo as minhas jóias e as minhas bolsas de marca foram vendidas com o preço baixo pela minha mãe.
Ela não deixou nada para mim e nem considerou o meu futuro. Como é que eu vou sobreviver depois que sair?
A minha mãe até vendeu o carro e só deixou um Buick velho; se a gente não precisasse de um transporte, não deixaria esse carro.
O que nos resta é o apartamento de três quartos onde eu e o meu pai moramos.
O meu pai disse que só restou porque ele exigiu, do contrário, a mãe também teria vendido.
O que eu estou gastando é com aquele bracelete que deixei na mochila mais cedo, acabei penhorando por 100 mil. As minhas despesas atuais são todas graças a ele...
— A sua vida é problema seu, nós não vamos nos envolver.
Lúcio disse.
Pelo tipo de pessoa que ele e Tainá eram, não dificultariam as coisas para a Lorena. Não que os dois fosse bonzinhos demais, mas eles realmente tinham muito a se fazer.

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